O animal raro foi salvo por uma equipe de um santuário marinho.
O filhote era quase cego e não iria sobreviver sozinho na natureza.
Foca solitária em ilha na Russa (Foto: Carters News Agency)Filhote de foca albina não se aproximava do grupo (Foto: Carters News Agency)
Um fotógrafo russo ajudou a resgatar um filhote de foca albina na ilha de Tyuleniy, no oeste do Pacífico, na Rússia. Anatoly Strakhov encontrou o filhote escondido entre pedaços de madeira na praia. “Quando o vi, sabia que ele era diferente, ele tinha uma cor muito estranha e não era como os outros dois irmãos pretos”, disse Strakhov ao jornal “Daily Mail”.
O fotógrafo percebeu que o animal era excluído pelo bando. “Eu fiquei meia hora fotografando e estava satisfeito por poder fotografar um animal tão raro”, disse Anatoly. “E vi que o filhote não estava brincando com os irmãos, só estava se escondendo e esperando por sua mãe para vir alimentá-lo”.
O filhote é portador de uma rara mutação genética. Por ter olhos claros, a foquinha era quase cega e não iria conseguir sobreviver sozinha na natureza. O filhote foi resgatado pela equipe do Santural Nacional de Gweek, no Reino Unido, que estava na região estudando golfinhos com o fotógrafo.
“Existem muitas variações da cor dentro de espécies de focas. Mas não há como negar que é raro ver um filhote de foca com o pelo tão claro e com olhos azuís. Eu nunca vi uma foca assim antes”, afirmou Tamara Cooper, chefe da equipe que fez o resgate do filhote solitário.
Fonte:g1.globo.com
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Rato farejador de minas terrestres
Um projeto desenvolvido na Colômbia treina ratos de laboratório para encontrar minas terrestres, enterradas em áreas que cobrem mais de 70% do território do país.
Como os roedores são extremamente leves, eles não detonam os explosivos com o peso do próprio corpo, podendo substituir cães e homens na tarefa de encontrar as minas antipessoais.
O estudo, iniciado há quatro anos no Laboratório de Comportamento Animal da Escola de Pós-Graduação da Polícia Nacional da Colômbia, em Bogotá, mostra que os camundongos precisam treinar por três meses até ficar aptos a encontrar as minas.
A veterinária Luisa Fernanda Méndez, idealizadora do projeto, disse à BBC Brasil que a ideia surgiu com a necessidade de acelerar o processo de desativação de minas na Colômbia, primeiro colocado no ranking de minas terrestres depositadas no mundo.
"Existem explosivos e bombas enterradas em 78% do território colombiano e, como ratificamos a Convenção de Ottawa (que proíbe minas terrestres), temos de avançar na missão de desativar as minas no país", diz Luisa.
Atualmente, segundo ela, este trabalho é feito por cães policiais treinados e por militares, que muitas vezes detonam os artefatos somente ao tocá-los, e acabam feridos ou mortos.
Entre 2006 e 2010, 23 cães e 220 soldados foram mortos ou feridos pelas minas. Assim, Luisa tomou como exemplo uma pesquisa realizada com roedores da Tanzânia, usados para encontrar bombas, para criar uma opção para desativar os explosivos.
Ela afirma que o modelo não deu certo no país africano devido ao peso dos roedores, que tinham em média 750 gramas - um artefato pode ser ativado com mais de 500 gramas de contato por pressão ou arrastamento.
"Começamos a pensar em um animal capaz de seguir instruções e de rastrear. Tentamos ratos silvestres, mas devido à cor, os perdíamos facilmente no ambiente natural. Depois tentamos gatos, mas obtivemos êxito com os ratos brancos", diz.
"Em média, (os camundongos) encontram as minas em 86% das buscas, sendo que alguns alcançam a marca de 95% de acertos e não detonam os explosivos porque pesam cerca de 450 gramas", afirma Luisa.
Socialização
O trabalho de adestrar os ratos para encontrar as minas já começa nas primeiras horas de nascimento. Luisa e seu assistente, o subtenente Erick Guzman, participam de todo o processo e colocam nomes nos ratinhos já nas suas primeiras horas de vida.
"Nós os chamamos pelos nomes – Sofia, Matteo e Paco, por exemplo – e ficamos em contato direto, para que se acostumem aos seres humanos", diz a veterinária.
Além disso, o laboratório tem dois gatos, que no início foram usados para "demarcar território" e impedir a entrada de outros gatos que vivem nas redondezas e que entravam no local para atacar os ratos.
A integração entre os felinos e os ratos é tão grande que eles também participam das atividades de treinamento dos pequenos filhotes.
"O ambiente é o mais adaptado possível às condições externas, e os ratinhos fazem visitas aos escritórios do centro de treinamento para se socializar. Esse é o primeiro passo para que eles não se sintam estressados ou desconfortáveis", diz a pesquisadora.
Treinamento
A primeira parte do treinamento é feita com os filhotes em labirintos dentro do laboratório e depois em campo aberto. A etapa seguinte é feita em campo aberto, em um ambiente simulado.
Os camundongos são treinados para encontrar os sete tipos de artefatos e explosivos mais comuns na Colômbia. Os roedores são ensinados a buscar as minas por meio de comandos de voz.
"Isso é feito a até 10 metros de distância entre nós e os ratos, o ideal para ter segurança na atividade no ambiente real", diz a veterinária.
Segundo ela, quando os camundongos encontram a mina, ficam quietos e esperam pela recompensa: um torrão de açúcar.
Quando os ratos encontram as minas, segundo Luisa, as equipes especializadas têm uma média de 4 a 5 minutos para desarmar os artefatos.
A primeira experiência com minas ativas e em ambiente real será feita em dezembro deste ano.
Bem-estar animal
A veterinária brasileira Ekaterina Botovchenco Rivera, membro ad hoc da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), considera este trabalho um bom exemplo.
"A balança tem que estar em quase equilíbrio, pesando mais para o bem-estar dos animais. Aqui nós vemos a busca desse bem-estar, na proposta de substituir o cão, que sofre, por outra espécie que poderá não ser vitimada", disse Rivera à BBC Brasil.
A especialista também elogiou o modo como é realizado o treinamento, por meio da recompensa positiva, fazendo com que os animais colaborem de forma espontânea.
Fonte:IG
Como os roedores são extremamente leves, eles não detonam os explosivos com o peso do próprio corpo, podendo substituir cães e homens na tarefa de encontrar as minas antipessoais.
O estudo, iniciado há quatro anos no Laboratório de Comportamento Animal da Escola de Pós-Graduação da Polícia Nacional da Colômbia, em Bogotá, mostra que os camundongos precisam treinar por três meses até ficar aptos a encontrar as minas.
A veterinária Luisa Fernanda Méndez, idealizadora do projeto, disse à BBC Brasil que a ideia surgiu com a necessidade de acelerar o processo de desativação de minas na Colômbia, primeiro colocado no ranking de minas terrestres depositadas no mundo.
"Existem explosivos e bombas enterradas em 78% do território colombiano e, como ratificamos a Convenção de Ottawa (que proíbe minas terrestres), temos de avançar na missão de desativar as minas no país", diz Luisa.
Atualmente, segundo ela, este trabalho é feito por cães policiais treinados e por militares, que muitas vezes detonam os artefatos somente ao tocá-los, e acabam feridos ou mortos.
Entre 2006 e 2010, 23 cães e 220 soldados foram mortos ou feridos pelas minas. Assim, Luisa tomou como exemplo uma pesquisa realizada com roedores da Tanzânia, usados para encontrar bombas, para criar uma opção para desativar os explosivos.
Ela afirma que o modelo não deu certo no país africano devido ao peso dos roedores, que tinham em média 750 gramas - um artefato pode ser ativado com mais de 500 gramas de contato por pressão ou arrastamento.
"Começamos a pensar em um animal capaz de seguir instruções e de rastrear. Tentamos ratos silvestres, mas devido à cor, os perdíamos facilmente no ambiente natural. Depois tentamos gatos, mas obtivemos êxito com os ratos brancos", diz.
"Em média, (os camundongos) encontram as minas em 86% das buscas, sendo que alguns alcançam a marca de 95% de acertos e não detonam os explosivos porque pesam cerca de 450 gramas", afirma Luisa.
Socialização
O trabalho de adestrar os ratos para encontrar as minas já começa nas primeiras horas de nascimento. Luisa e seu assistente, o subtenente Erick Guzman, participam de todo o processo e colocam nomes nos ratinhos já nas suas primeiras horas de vida.
"Nós os chamamos pelos nomes – Sofia, Matteo e Paco, por exemplo – e ficamos em contato direto, para que se acostumem aos seres humanos", diz a veterinária.
Além disso, o laboratório tem dois gatos, que no início foram usados para "demarcar território" e impedir a entrada de outros gatos que vivem nas redondezas e que entravam no local para atacar os ratos.
A integração entre os felinos e os ratos é tão grande que eles também participam das atividades de treinamento dos pequenos filhotes.
"O ambiente é o mais adaptado possível às condições externas, e os ratinhos fazem visitas aos escritórios do centro de treinamento para se socializar. Esse é o primeiro passo para que eles não se sintam estressados ou desconfortáveis", diz a pesquisadora.
Treinamento
A primeira parte do treinamento é feita com os filhotes em labirintos dentro do laboratório e depois em campo aberto. A etapa seguinte é feita em campo aberto, em um ambiente simulado.
Os camundongos são treinados para encontrar os sete tipos de artefatos e explosivos mais comuns na Colômbia. Os roedores são ensinados a buscar as minas por meio de comandos de voz.
"Isso é feito a até 10 metros de distância entre nós e os ratos, o ideal para ter segurança na atividade no ambiente real", diz a veterinária.
Segundo ela, quando os camundongos encontram a mina, ficam quietos e esperam pela recompensa: um torrão de açúcar.
Quando os ratos encontram as minas, segundo Luisa, as equipes especializadas têm uma média de 4 a 5 minutos para desarmar os artefatos.
A primeira experiência com minas ativas e em ambiente real será feita em dezembro deste ano.
Bem-estar animal
A veterinária brasileira Ekaterina Botovchenco Rivera, membro ad hoc da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), considera este trabalho um bom exemplo.
"A balança tem que estar em quase equilíbrio, pesando mais para o bem-estar dos animais. Aqui nós vemos a busca desse bem-estar, na proposta de substituir o cão, que sofre, por outra espécie que poderá não ser vitimada", disse Rivera à BBC Brasil.
A especialista também elogiou o modo como é realizado o treinamento, por meio da recompensa positiva, fazendo com que os animais colaborem de forma espontânea.
Fonte:IG
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Estudo genético com lagartos pode ajudar a decifrar a evolução humana.
Esta matéria é uma sequência da matéria que foi publicada ontem neste blog, para entender melhor aconselho a leitura da matéria que esta logo abaixo para depois ler esta.
Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista “Nature” afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.
Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.
Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.
“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.
Adaptação – O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever “A Origem das Espécies” (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.
Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes lagartos é que os anoles evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.
O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada. (Fonte: Globo Natureza
Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista “Nature” afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.
Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.
Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.
“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.
Adaptação – O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever “A Origem das Espécies” (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.
Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes lagartos é que os anoles evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.
O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada. (Fonte: Globo Natureza
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Genoma de lagarto explica evolução dos vertebrados.
O genoma de um dos primeiros répteis da terra, o lagarto Anolis verde (Anolis carolinenesis), foi decifrado, o que permite compreender melhor a evolução dos mamíferos e de outros vertebrados, cujos ovos se adaptaram à reprodução fora do ambiente marinho, segundo estudo publicado na revista científica Nature, nesta quarta-feira(31/08).
O aparecimento “do ovo amniótico”, que contém o líquido necessário para o desenvolvimento do embrião, foi “uma das maiores inovações da história da vida”, que permitiu a conquista do meio terrestre, afirmam os cientistas encarregados da pesquisa.
Com ovos dotados de seu próprio micro-ambiente aquático, os vertebrados não tinham mais a necessidade de encontrar depósitos de água para se reproduzir.
Há 320 milhões de anos, os vertebrados “amniotas” se separaram em duas linhagens: mamíferos e répteis, aves incluídas.
“Às vezes é preciso tomar certa distância para aprender como o genoma humano evoluiu”, afirmou Jessica Alfoldi (Broad Institute, no qual estão associados a Universidade de Harvard e o MIT, dos Estados Unidos), principal autora deste estudo.
O genoma do lagarto Anolis verde norte-americano (Anolis carolinensis) contém 18 pares de cromossomos, dos quais 12 de tamanho pequeno (microcromossomos), como o cromossomo sexual X, que foi identificado.
Dessa forma, os cientistas descobriram muitos genes relacionados com a visão das cores nos lagartos, que podem perceber ultravioletas, diferentemente dos seres humanos.
A análise do DNA do lagarto também apresentou novos esclarecimentos sobre a origem de muitos elementos do genoma humano que não servem para codificar a síntese das proteínas.
Os cientistas supunham que estes elementos, inalterados há milênios, podiam provir de antigos “transposons” (ou elementos de transposição), ou seja, pequenos segmentos capazes de se mover dentro do DNA e que podem ter sido copiados em múltiplos exemplares no interior do genoma humano.
O gênero dos “Anolis é uma biblioteca viva de elementos de transposição”, destacou Jessica Alfoldi, afirmando que no lagarto, os genes “continuam saltando de um lado para o outro” dentro do genoma.
Comparando os elementos móveis do genoma do lagarto com o DNA humano, a equipe de cientistas descobriu que uma centena de elementos não codificáveis do genoma humano provêm desses “genes saltadores”. (Fonte: Portal iG)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Ave muda canto devido a barulho urbano e fica menos atraente.
Os pássaros que vivem nas cidades estão cantando em uma frequência mais alta para serem distinguidos pelas fêmeas no meio do balbúrdia urbana.
Essa mudança causa, entretanto, um contratempo na hora do acasalamento: quanto mais alto o canto, menos sexualmente atraentes os machos se tornam.
Em uma comparação bem simplista, seria o equivalente a uma cantada no interior de um bar barulhento. Um homem elevaria a voz para ser ouvido pelas mulheres ao redor, mas ao fazer isso, também correria o risco de ser desprezado por falar alto.
Para chegar a conclusões com os pássaros, os pesquisadores acompanharam o comportamento do chapim-real (Parus major).A espécie é bastante comum na Europa e Ásia.
Analisando a comunicação entre macho e fêmea, a paternidade das crias e as gravações com canto de aves com diferentes ruídos de fundo, a pesquisa concluiu que as os pássaros que cantavam em alta frequência atraíram bem menos fêmeas, em comparação com os demais.
Já os que mantinham a cantoria em baixa frequência eram mais propensos à, digamos, “fidelidade” da fêmea.
Publicado na revista “PNAS”, o estudo de autoria de Wouter Halfwerk e sua equipe da Universidade Leiden (Holanda) teve como proposta mostrar como o som das cidades afeta negativamente o canto dos pássaros.
Há até registro anteriores de aves que abandonaram por completo o canto da manhã e passaram a fazê-lo à noite para driblar a barulheira.
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Novo rio subterrâneo na Amazônia pode ser o maior do mundo.
Indícios da existência de um rio subterrâneo, com a mesma extensão do Rio Amazonas, que estaria a 4 mil metros abaixo da maior bacia hidrográfica do mundo, foram divulgados neste mês em um estudo realizado por pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro.
O Rio Hamza nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, mesma região que o Rio Amazonas. “Essa linha de água permanece subterrânea desde sua nascente, só que não tão distante da superfície. Tanto que temos relatos de povoados daquele país, instalados na região de Cuzco, que utilizam este rio para agricultura. Eles sabem desse fluxo debaixo de terrenos áridos e por isso fazem escavações para poços ou mesmo plantações”, afirmou o pesquisador do pesquisador indiano Valiya Hamza do Observatório Nacional.
O fluxo da água deste rio segue na vertical, sendo drenado da superfície até dois mil metros de profundidade. Depois, próximo à região do Acre, o curso fica na horizontal e segue o percurso do Rio Amazonas, no sentido oeste para o leste, passando pelas bacias de Solimões, Amazonas e Marajó, até adentrar no Oceano.
“A água do Hamza segue até 150 km dentro do Atlântico e diminui os níveis de salinidade do mar. É possível identificar este fenômeno devido aos sedimentos que são encontrados na água, característicos de água doce, além da vida marinha existente, com peixes que não sobreviveriam em ambiente de água salgada”, disse.
Características – A descoberta é fruto do trabalho de doutorado de Elizabeth Pimentel, coordenado por Hamza. Ela indica que o rio teria 6 mil km de comprimento e entraria no Oceano Atlântico pela mesma foz, que vai do Amapá até o Pará. A descoberta foi feita a partir da análise de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980.
“A temperatura no solo é de 24 graus Celsius constantes. Entretanto, quando ocorre a entrada da água, há uma queda de até 5 graus Celsius. Foi a partir deste ponto que começamos a desenvolver nosso estudo. Este pode ser o maior rio subterrâneo do mundo”, afirma Hamza.
“Não é um aquífero, que é uma reserva de água sem movimentação. Nós percebemos movimentação de água, ainda que lenta, pelos sedimentos”, disse o pesquisador cujo sobrenome batizou o novo rio.
De uma ponta a outra – Apesar de ser um rio subterrâneo, sua vazão (quantidade de água jorrada por segundo) é maior que a do Rio São Francisco, que corta o Nordeste brasileiro. Enquanto o Hamza tem vazão de 3,1 mil m³/s, a do Rio São Francisco é 2,7 mil m³/s. Mas nenhuma das duas se compara a do rio Amazonas, com 133 mil m³/s.
“A velocidade de curso do Hamza é menor também, porque o fluxo de água tem que vencer as rochas existentes há quatro mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterrâneo é de 100 metros por ano.
Outro número que chama atenção é a distância entre as margens do Hamza, que alcançam até 400 km de uma borda a outra, uma distância semelhante entre as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
“Vamos continuar nossa pesquisa, porque nossa base de dados precisa ser melhorada. A partir de setembro vamos buscar informações sobre a temperatura no interior terrestre em Manaus (AM) e em Rondônia. Assim vamos determinar a velocidade exata do curso da água”, complementa o pesquisador do Observatório Nacional. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
O Rio Hamza nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, mesma região que o Rio Amazonas. “Essa linha de água permanece subterrânea desde sua nascente, só que não tão distante da superfície. Tanto que temos relatos de povoados daquele país, instalados na região de Cuzco, que utilizam este rio para agricultura. Eles sabem desse fluxo debaixo de terrenos áridos e por isso fazem escavações para poços ou mesmo plantações”, afirmou o pesquisador do pesquisador indiano Valiya Hamza do Observatório Nacional.
O fluxo da água deste rio segue na vertical, sendo drenado da superfície até dois mil metros de profundidade. Depois, próximo à região do Acre, o curso fica na horizontal e segue o percurso do Rio Amazonas, no sentido oeste para o leste, passando pelas bacias de Solimões, Amazonas e Marajó, até adentrar no Oceano.
“A água do Hamza segue até 150 km dentro do Atlântico e diminui os níveis de salinidade do mar. É possível identificar este fenômeno devido aos sedimentos que são encontrados na água, característicos de água doce, além da vida marinha existente, com peixes que não sobreviveriam em ambiente de água salgada”, disse.
Características – A descoberta é fruto do trabalho de doutorado de Elizabeth Pimentel, coordenado por Hamza. Ela indica que o rio teria 6 mil km de comprimento e entraria no Oceano Atlântico pela mesma foz, que vai do Amapá até o Pará. A descoberta foi feita a partir da análise de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980.
“A temperatura no solo é de 24 graus Celsius constantes. Entretanto, quando ocorre a entrada da água, há uma queda de até 5 graus Celsius. Foi a partir deste ponto que começamos a desenvolver nosso estudo. Este pode ser o maior rio subterrâneo do mundo”, afirma Hamza.
“Não é um aquífero, que é uma reserva de água sem movimentação. Nós percebemos movimentação de água, ainda que lenta, pelos sedimentos”, disse o pesquisador cujo sobrenome batizou o novo rio.
De uma ponta a outra – Apesar de ser um rio subterrâneo, sua vazão (quantidade de água jorrada por segundo) é maior que a do Rio São Francisco, que corta o Nordeste brasileiro. Enquanto o Hamza tem vazão de 3,1 mil m³/s, a do Rio São Francisco é 2,7 mil m³/s. Mas nenhuma das duas se compara a do rio Amazonas, com 133 mil m³/s.
“A velocidade de curso do Hamza é menor também, porque o fluxo de água tem que vencer as rochas existentes há quatro mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterrâneo é de 100 metros por ano.
Outro número que chama atenção é a distância entre as margens do Hamza, que alcançam até 400 km de uma borda a outra, uma distância semelhante entre as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
“Vamos continuar nossa pesquisa, porque nossa base de dados precisa ser melhorada. A partir de setembro vamos buscar informações sobre a temperatura no interior terrestre em Manaus (AM) e em Rondônia. Assim vamos determinar a velocidade exata do curso da água”, complementa o pesquisador do Observatório Nacional. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
MAIOR ZONA PROTEGIDA DO PLANETA
Cinco países africanos criam maior área protegida do mundo.
Área de conservação corresponde à metade do território da França e ligará 14 parques nacionais e reservas naturais.
Cinco países da África Austral assinaram esta quinta-feira em Luanda um tratado criando uma ampla zona protegida, de tamanho correspondente à metade da França, nas bacias dos rios Zambeze e Okavango, que tem por vocação se transformar em um paraíso do ecoturismo.
A área protegida de Okavango-Zambeze, situada entre os territórios de Angola, Botsuana, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue, deve permitir religar catorze parques nacionais e reservas naturais entre estes países, e, sobretudo, as Cataratas Victoria e o delta do Okavango.
"É a maior zona protegida com vocação turística do mundo", afirmaram seus promotores, durante a assinatura do tratato, à margem de uma cúpula da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Luanda.
O projeto tem por objetivo a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, o estímulo ao ecoturismo e o compartilhamento dos recursos da região.
A região é rica em espécies raras, especialmente leopardos, cães selvagens africanos, rinocerontes e antílopes negros. Também é habitada por cerca de 250.000 elefantes.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
Área de conservação corresponde à metade do território da França e ligará 14 parques nacionais e reservas naturais.
Cinco países da África Austral assinaram esta quinta-feira em Luanda um tratado criando uma ampla zona protegida, de tamanho correspondente à metade da França, nas bacias dos rios Zambeze e Okavango, que tem por vocação se transformar em um paraíso do ecoturismo.
A área protegida de Okavango-Zambeze, situada entre os territórios de Angola, Botsuana, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue, deve permitir religar catorze parques nacionais e reservas naturais entre estes países, e, sobretudo, as Cataratas Victoria e o delta do Okavango.
"É a maior zona protegida com vocação turística do mundo", afirmaram seus promotores, durante a assinatura do tratato, à margem de uma cúpula da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Luanda.
O projeto tem por objetivo a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, o estímulo ao ecoturismo e o compartilhamento dos recursos da região.
A região é rica em espécies raras, especialmente leopardos, cães selvagens africanos, rinocerontes e antílopes negros. Também é habitada por cerca de 250.000 elefantes.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
SACOS PLÁSTICOS
Você vai a farmácia comprar seu desodorante, seu comprimido de dor de cabeça, ou seu anticoncepcional e leva o produto pra casa dentro de uma "sacolinha" plástica? Vai ao supermercado e ainda utiliza as sacolas plásticas fornecidas? Vai na banca de revistas para comprar seu jornal e o atendente coloca dentro de um saco plástico? Vai no mercadinho da esquina e compra um caixa de bombons e leva na "sacolinha"?Pense nessa caixa de bonbons por um minuto...cada um dos bombons (20 aproximadamente)vem enrolado num papel aluminio, que vem enrolado num plástico, que está dentro da caixa de papel e esta enrolada em outro plástico e você ainda pede uma sacola plástica pra levar para sua casa, depois joga isso tudo dentro de outras duas sacolas(comumente colocadas aos pares, pois diversas apresentam furos) que está no seu lixeiro e depois isso tudo vai parar num lixão (aterro sanitário é privilégio de poucas cidades do país). Bem, se você faz ao menos uma dessas ações já esta na hora de mudar de atitude, ou melhor, TER ATITUDE. Ah, mas eu não sei o que fazer tio!!Não sabe???Bom, a primeira ação que você pode ter:deixe suas sacolas de pano ou TNT(supondo que você já possua, caso contrário compre uma no próprio supermercado) dentro do carro, quando chegar no supermercado basta pega-las no banco traseiro ou no porta-malas (dica, ao chegar em casa para descarregar as compras, faça isso e em seguida coloque-as dentro do carro novamente para não esquecer). Melhor ainda seria ir a pé ou de bicicleta, mas enfim, deixemos esse assunto para outro dia.Segunda dica: Tio, fui na farmácia e a moça do caixa colocou meu "anti" na sacolinha e me entregou. Não tem problema algum, tire seu "produtinho" da sacolinha cordialmente e agradeça a gentileza, mas fale que você vai levar na mão mesmo ou no bolso, sem problema algum (eu já fiz isso diversas vezes e sepre arranquei sorrisos das atendentes ou do dono do estabelecimento dizendo "vou fazer uma economia para sua empresa", já estou até pensando em completar essa minha frase com ..."a natureza agradece"!). Melhor de tudo, caso você sinta-se envergonhado em tirar o produto da sacola, ao pedir o produto diga: "não precisa embalar, levo na mão mesmo." Ah Tio, mas só com isso não vai adiantar nada, os outros vão continuar fazendo a mesma coisa sempre e cada vez teremos mais e mais sacolas jogadas por aí. Não é bem assim, se você pode mudar as suas ações pode divulgar essa ideia para seus familiares e amigos (isso contagia, pode ter certeza), aí já são mais algumas que mudarão as suas ações. Além desses, o atendente da farmáci ou do mercadinho podem começar a pensar também, aí já somam-se outras tantas pessoas, cada uma fazendo a sua parte, assim podemos mudar muita coisa que está errada. Escrevo tudo isso pois são ações que a algum tempo já realizo e tento conscientizar outras pessoas a fazerem o mesmo, sem ser chato, obviamente. Abaixo publico uma reportagem sobre a campanha do Ministério do Meio Ambiente "SACO É UM SACO". Legal saber que o Ministério esta fazendo algo para mudar as suas escolhas.
Audiência pública debate redução do uso de sacos plásticos.
Aída Carla de Araújo
Lançada há dois anos, a campanha Saco é um Saco do Ministério do Meio Ambiente deu início a um movimento na sociedade brasileira, estimulando o cidadão a pensar no meio ambiente e em suas escolhas de consumo. Esse foi o tema da audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (11/08). O debate sobre o uso de sacolas plásticas contou com a presença da secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, com representantes de vários segmentos da sociedade.
"O debate foi excelente, veio muita informação dos setores da indústria e do comércio. Provocados pela audiência pública, os representantes desses e de outros segmentos da população trouxeram novas informações que vamos levar em consideração. Também é importante destacar que a campanha Saco é um Saco mostrou mais uma vez o seu impacto, provocando uma discussão madura sobre as escolhas que a sociedade brasileira vai fazer", comemorou a secretária.
A campanha Saco é um Saco foi lançada em 2009 e chama a atenção para os danos ambientais que o uso excessivo de sacolas plásticas tem causado ao planeta e ao cotidiano das pessoas. Antes da campanha, eram consumidas cerca de 18 bilhões de sacolas plásticas no País, e agora caiu para 7,6 bilhões (redução de 40%). Este propósito vai ao encontro dos conceitos de co-responsabilidade e destinação adequada de resíduos e rejeitos encontrados na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010.
Na esteira da bem-sucedida campanha sobre a redução do consumo de sacolas plásticas, o Ministério lançou em junho outra campanha nacional, Separe o Lixo e Acerte na Lata. O objetivo foi preparar a sociedade brasileira para uma mudança de comportamento em relação à coleta seletiva do lixo, ressaltando os benefícios ambientais, sociais e econômicos do reaproveitamento dos resíduos sólidos para o País.
Como parte da estratégia adotada pelo Ministério para a conscientização da população sobre os cuidados com o meio ambiente, uma das três peças da campanha nacional sobre a coleta seletiva foi apresentada na audiência pública. "Nós não poderemos mais nem produzir, nem consumir e nem descartar do modo como nós vínhamos fazendo. Esse questionamento não está sendo colocado pelo Ministério e nem pela Secretaria, mas em nível mundial. Por isso que vem aí uma Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável e a Economia Verde, em 2012, no Rio de Janeiro. O mundo está se preparando para fazer a transição tecnológica e ecológica. Quem não estiver olhando para esse cenário estará condenando seu próprio negócio", alertou a secretária.
Fonte: MMA
Audiência pública debate redução do uso de sacos plásticos.
Aída Carla de Araújo
Lançada há dois anos, a campanha Saco é um Saco do Ministério do Meio Ambiente deu início a um movimento na sociedade brasileira, estimulando o cidadão a pensar no meio ambiente e em suas escolhas de consumo. Esse foi o tema da audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (11/08). O debate sobre o uso de sacolas plásticas contou com a presença da secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, com representantes de vários segmentos da sociedade.
"O debate foi excelente, veio muita informação dos setores da indústria e do comércio. Provocados pela audiência pública, os representantes desses e de outros segmentos da população trouxeram novas informações que vamos levar em consideração. Também é importante destacar que a campanha Saco é um Saco mostrou mais uma vez o seu impacto, provocando uma discussão madura sobre as escolhas que a sociedade brasileira vai fazer", comemorou a secretária.
A campanha Saco é um Saco foi lançada em 2009 e chama a atenção para os danos ambientais que o uso excessivo de sacolas plásticas tem causado ao planeta e ao cotidiano das pessoas. Antes da campanha, eram consumidas cerca de 18 bilhões de sacolas plásticas no País, e agora caiu para 7,6 bilhões (redução de 40%). Este propósito vai ao encontro dos conceitos de co-responsabilidade e destinação adequada de resíduos e rejeitos encontrados na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010.
Na esteira da bem-sucedida campanha sobre a redução do consumo de sacolas plásticas, o Ministério lançou em junho outra campanha nacional, Separe o Lixo e Acerte na Lata. O objetivo foi preparar a sociedade brasileira para uma mudança de comportamento em relação à coleta seletiva do lixo, ressaltando os benefícios ambientais, sociais e econômicos do reaproveitamento dos resíduos sólidos para o País.
Como parte da estratégia adotada pelo Ministério para a conscientização da população sobre os cuidados com o meio ambiente, uma das três peças da campanha nacional sobre a coleta seletiva foi apresentada na audiência pública. "Nós não poderemos mais nem produzir, nem consumir e nem descartar do modo como nós vínhamos fazendo. Esse questionamento não está sendo colocado pelo Ministério e nem pela Secretaria, mas em nível mundial. Por isso que vem aí uma Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável e a Economia Verde, em 2012, no Rio de Janeiro. O mundo está se preparando para fazer a transição tecnológica e ecológica. Quem não estiver olhando para esse cenário estará condenando seu próprio negócio", alertou a secretária.
Fonte: MMA
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Fóssil Grávido
Descoberta de fóssil grávido revela mistério dos plesiossauros.
Pesquisadores descobriram que o plesiossauro, um réptil predador que vivia nos mares há mais de 78 milhões de anos, era uma mãe zelosa que dava à luz a filhotes vivos, ao invés de deixar ovos. O vilão dos mares da Era Mesozoica também cuidava da prole após o nascimento, assim como fazem hoje outros animais marinhos como as baleias e os golfinhos. A descoberta, que acabou com um mistério de 200 anos entre a comunidade científica, só foi possível graças ao achado de um fóssil grávido do animal, em uma fazenda no estado americano de Kansas. Atualmente o fóssil está em exposição no Museu de História Natural de Los Angeles.
“O ponto-chave é que os plesiossauros fizeram coisas de forma diferente do que os outros répteis marinhos, que tinham o padrão de reprodução dos répteis atuais, com um número maior de pequenos bebês. Os plesiossauros eram, neste sentido, aparentemente mais próximos de mamíferos e lagartos que vivem em grupo, dando origem a um ou alguns filhotes”, disse ao iG Frank O’Keefe da Universidade de Marshall, nos Estados Unidos e autor do estudo publicado hoje na Science(para ver o resumo do artigo acesse www.sciencemag.org/content/333/6044/870.abstract.
Os cientistas já desconfiavam que o corpanzil de cerca de 5 metros de comprimento do plesiossauro não era sinônimo de uma boa adaptação para longas escaladas na terra para colocar seus ovos ou construir ninhos, mas faltavam provas que confirmassem que o animal era de fato vivíparo. O fóssil de um animal (Polycotylus latippinus) prenhe era a prova que faltava.
O estudo identificou que o embrião era muito grande em comparação com o tamanho da mãe. “Era muito maior do esperávamos se compararmos com outros répteis dos dias de hoje”, disse. De acordo com O’Keefe, o fato de gerarem filhotes grandes pode ter desencadeado nos animais um comportamento mais semelhante ao de mamíferos e algumas espécies de lagartos.
“Nós especulamos que isto possa indicar que os plesiosauros exibiam cuidados maternais e comportamento social como o cuidado da prole após o nascimento e até mesmo quando fossem capazes de se alimentar sozinhos”, disse.
Mesmo assim, O’Keefe afirma que os plesiossauros, que não têm parentes conhecidos nos dias atuais, seja mais próximos dos mamíferos que dos répteis. “Plesiossauros são muito mais próximos em parentesco de lagartos, cobras e outros répteis mesmo apresentando comportamento semelhante ao de mamíferos”, disse.
Espera de 24 anos – O fóssil do plesiossauro prenhe foi descoberto em 1987 por Charles Bonner, dono de um rancho em Logan County, no Kansas. A descoberta se deu no meio oeste americano, pois, na Era Mesozóica, a configuração do planeta era diferente da atual. Havia um corpo de água na América do Norte formado a partir do encontro do oceano Ártico com o golfo do México.
A família Bonner se responsabilizou pela escavação e a retirada do fóssil. De acordo com O’Keefe, a família só deu conta do valor científico da peça após muito tempo e resolveu doá-la para o Museu de História Natural de Los Angeles, que por sua vez, também precisou buscar recursos para o estudo do fóssil. “Como muitas histórias estranhas da paleontologia, só então o fóssil passou a ser estudado. A retirada do fóssil é só a primeira etapa, ele precisou ir ao laboratório para ser preparado, passando pelo processo de liberação das pedras que rodeavam os ossos”, disse.
O fóssil de 78 milhões de anos mede cerca de 5 metros de comprimento. O esqueleto do embrião contém costelas, 20 vértebras, ossos dos ombros, bacia e da nadadeira.
“Encontrar fóssil de um animal prenhe é algo muito raro. É um fóssil verdadeiramente único, é algo espetacular e tenho muita sorte de poder estudá-lo”, disse.
Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG
O mais incrível desse trabalho é que a partir desse monte de ossos descobertos eles conseguem "remontar" o bicho e "dizer" como ele era. Agora se isso é realmente verdade, se ele realmente era assim mesmo, aí já é outra história!
Fonte das fotos: ultimosegundo.ig.com.br/ciencia
Pesquisadores descobriram que o plesiossauro, um réptil predador que vivia nos mares há mais de 78 milhões de anos, era uma mãe zelosa que dava à luz a filhotes vivos, ao invés de deixar ovos. O vilão dos mares da Era Mesozoica também cuidava da prole após o nascimento, assim como fazem hoje outros animais marinhos como as baleias e os golfinhos. A descoberta, que acabou com um mistério de 200 anos entre a comunidade científica, só foi possível graças ao achado de um fóssil grávido do animal, em uma fazenda no estado americano de Kansas. Atualmente o fóssil está em exposição no Museu de História Natural de Los Angeles.
“O ponto-chave é que os plesiossauros fizeram coisas de forma diferente do que os outros répteis marinhos, que tinham o padrão de reprodução dos répteis atuais, com um número maior de pequenos bebês. Os plesiossauros eram, neste sentido, aparentemente mais próximos de mamíferos e lagartos que vivem em grupo, dando origem a um ou alguns filhotes”, disse ao iG Frank O’Keefe da Universidade de Marshall, nos Estados Unidos e autor do estudo publicado hoje na Science(para ver o resumo do artigo acesse www.sciencemag.org/content/333/6044/870.abstract.
Os cientistas já desconfiavam que o corpanzil de cerca de 5 metros de comprimento do plesiossauro não era sinônimo de uma boa adaptação para longas escaladas na terra para colocar seus ovos ou construir ninhos, mas faltavam provas que confirmassem que o animal era de fato vivíparo. O fóssil de um animal (Polycotylus latippinus) prenhe era a prova que faltava.
O estudo identificou que o embrião era muito grande em comparação com o tamanho da mãe. “Era muito maior do esperávamos se compararmos com outros répteis dos dias de hoje”, disse. De acordo com O’Keefe, o fato de gerarem filhotes grandes pode ter desencadeado nos animais um comportamento mais semelhante ao de mamíferos e algumas espécies de lagartos.
“Nós especulamos que isto possa indicar que os plesiosauros exibiam cuidados maternais e comportamento social como o cuidado da prole após o nascimento e até mesmo quando fossem capazes de se alimentar sozinhos”, disse.
Mesmo assim, O’Keefe afirma que os plesiossauros, que não têm parentes conhecidos nos dias atuais, seja mais próximos dos mamíferos que dos répteis. “Plesiossauros são muito mais próximos em parentesco de lagartos, cobras e outros répteis mesmo apresentando comportamento semelhante ao de mamíferos”, disse.
Espera de 24 anos – O fóssil do plesiossauro prenhe foi descoberto em 1987 por Charles Bonner, dono de um rancho em Logan County, no Kansas. A descoberta se deu no meio oeste americano, pois, na Era Mesozóica, a configuração do planeta era diferente da atual. Havia um corpo de água na América do Norte formado a partir do encontro do oceano Ártico com o golfo do México.
A família Bonner se responsabilizou pela escavação e a retirada do fóssil. De acordo com O’Keefe, a família só deu conta do valor científico da peça após muito tempo e resolveu doá-la para o Museu de História Natural de Los Angeles, que por sua vez, também precisou buscar recursos para o estudo do fóssil. “Como muitas histórias estranhas da paleontologia, só então o fóssil passou a ser estudado. A retirada do fóssil é só a primeira etapa, ele precisou ir ao laboratório para ser preparado, passando pelo processo de liberação das pedras que rodeavam os ossos”, disse.
O fóssil de 78 milhões de anos mede cerca de 5 metros de comprimento. O esqueleto do embrião contém costelas, 20 vértebras, ossos dos ombros, bacia e da nadadeira.
“Encontrar fóssil de um animal prenhe é algo muito raro. É um fóssil verdadeiramente único, é algo espetacular e tenho muita sorte de poder estudá-lo”, disse.
Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG
O mais incrível desse trabalho é que a partir desse monte de ossos descobertos eles conseguem "remontar" o bicho e "dizer" como ele era. Agora se isso é realmente verdade, se ele realmente era assim mesmo, aí já é outra história!
Fonte das fotos: ultimosegundo.ig.com.br/ciencia
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
LEOPARDO-DAS-NEVES: UM DOS MAIS BELOS FELINOS DO MUNDO
Se você nunca ouviu falar nessa felino, busque fotos e vídeos na internet e observe suas grandes patas, sua cauda gigantesca e fique estarrecido com sua imponência. abaixo uma bela reportagem que fala de estudos com armadilhas fotográficas e colares com GPS instalados em alguns exemplares desta espécie. Depois de ler a reportagem, caso queira mais informações sobre o leopardo-das-neves pode acessar http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/22732/0. Bom proveito.
Thomas McCarthy, diretor do programa dos leopardos-das-neves do grupo de conservação Panthera, passou quase duas décadas atravessando o absurdamente acidentado planalto himalaio para estudar um felino magnífico, densamente peludo e malhado que pode ser a aparição mais rara do mundo.
“Estou aqui no país do leopardo-das-neves durante metade de todos os anos”, disse McCarthy em uma obstinada conexão telefônica do Tadjiquistão, “e posso facilmente contar em uma mão as vezes que consegui ver um leopardo-das-neves”.
George Schaller, renomado biólogo e ambientalista e vice-presidente da Panthera, possui uma vasta experiência e reputação e é normalmente assertivo. “Coloquei coleiras de rádio em um par de leopardos-das-neves na Mongólia”, disse ele. “`O rádio me diz onde estão, vou para lá, olho e olho. Não vejo nada, a menos que o leopardo-das-neves resolva se mexer’’.
“Se um leopardo-das-neves repousa silenciosamente e não quer ser visto”, disse Schaller, “você não o verá”.
Para estudar leopardos-das-neves, disse McCarthy, “é preciso ser muito dedicado ou parcialmente louco, ou ambos”.
Apesar de todas as dificuldades, os loucos dedicados seguiram em frente e agora muito de sua pesquisa está esclarecendo questões sobre os felinos raros, misteriosos, alpinistas de gelo supremos e propriamente apelidados de ‘fantasma das montanhas’.
Usando armadilhas de câmeras sensíveis ao movimento engenhosamente montadas, cientistas acumularam um rico conjunto de imagens de leopardos-das-neves, permitindo que estimassem números de população, identificasse indivíduos e acompanhassem migrações.
Também conseguiram ter uma visão da rotina diária do felino, que parece envolver frequentes ações de marcação de território: esfregadas de rosto, borrifadas e cavagens de pequenos buracos no chão.
Admitidamente, o método de armadilha pode enriquecer as evidências de marcação de território dos animais: “Nossos guardas sabem que se câmeras forem alocadas em uma área que conduz um leopardo-das-neves para uma pedra, o instinto do animal o fará borrifar nela e ele será encontrado”, disse Peter Zahler, diretor representante para os programas da Ásia da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem do Zoológico do Bronx.
Cientistas na sociedade de conservação publicaram na edição atual do The International Journal of Environmental Studies os resultados o que eles disseram que foi o primeiro registro fotográfico de leopardos-das-neves no Afeganistão.
Baseado em fotografias tiradas em 16 lugares pelo vasto e árido corredor Wakhan, do nordeste do Afeganistão, Anthony Simms e seus colegas sugeriram que a região, descrita por eles como “uma das paisagens montanhosas mais remotas e isoladas no mundo e um lugar de uma imensa beleza” poderia ser um impressionante santuário de leopardos-das-neves. “Ficamos surpresos com o número de detecções de leopardos-das-neves identificadas em nossa pesquisa”, disse Simms em uma entrevista. “É um sinal promissor de que podemos ter população mais saudável que a esperada aqui”.
Surpresas – Trabalhando no sul da Mongólia, pesquisadores da Panthera equiparam 14 leopardos-das-neves com sofisticadas coleiras GPS que transmitem a leituras de localização e movimentos para os computadores dos cientistas, várias vezes ao dia. “Os dados que estamos conseguindo são simplesmente incríveis”, disse McCarthy. “Os felinos estão usando imensas extensões de residência”, dez ou 20 vezes maiores que as estimativas anteriores. Histórias mais íntimas dos felinos também surgiram.
As coleiras diziam aos cientistas quando um leopardo-das-neves fêmea passava vários dias namorando um macho. Quase certamente, cerca de 14 semanas depois, a coleira da fêmea avisou que ela entrara em uma caverna propícia para ser um recanto para dar à luz.
Ruídos eletrônicos também levantaram dúvidas acerca do leopardo-das-neves, considerado um eremita antissocial. “Vimos dois machos sentados juntos comendo o mesmo jantar”, disse McCarthy. “Foi um verdadeiro choque para nós”. Além de relações de acasalamento e maternidade, disse ele, “leopardos-das-neves deveriam ser solitários”.
Mesmo com a ampla variedade de novas descobertas, cientistas ainda têm apenas uma vaga ideia de quantos leopardos-das-neves existem por aí, ou como estão sobrevivendo em um mundo cada vez mais humanizado e com falta de tolerância com outros mamíferos de grande porte que se recusam a ser domados.
Números são meros palpites – Esparsamente distribuídos pelas altas montanhas de uma dezena de cidades no sul e no centro da Ásia, leopardos-das-neves são considerados uma espécie ameaçada. Pesquisadores estimam que a população caiu pelo menos 20 por cento nos últimos 16 anos e agora está entre 4.500 e 7.500 exemplares livres mas, Schaller disse, “esses números são meros palpites”.
Leopardos-das-neves sempre foram raros, possuindo uma vantagem modesta sobre carnívoros aparentados, como tigres e leões, ao ocupar habitats difíceis nas copas das árvores, em solos aráveis e ao alcance de humanos.
Apesar do nome, são mais próximos dos tigres – Para os americanos, leopardos-das-neves talvez sejam os membros mais queridos do grupo de felinos grandes, grupo exclusivo que inclui tigres, leões, jaguares e leopardos. Leopardos-das-neves preservam a majestade e a elegância fluente e predatória de outros grandes felinos, incorporando aspectos da beleza do panda, um resultado eventual da adaptação ao frio.
Eles têm patas grandes e peludas para ajudá-los a se mover fácil e silenciosamente na neve, e uma cauda excepcionalmente comprida e larga que serve como agente de equilíbrio para saltar e como apoio em torno do rosto durante o sono. Apesar do nome, eles não são leopardos ou, de acordo com uma recente análise genética, parentes particularmente próximos dos leopardos.
De acordo com o que foi publicado no ano passado por William Murphy e Brian Davis da Texas A&M University, no jornal Molecular Phylogenetics & Evolution, a espécie mais próxima do leopardo-das-neves é o tigre. Porém esse parentesco acaba na balança. Segundo Patrick Thomas, curador de mamíferos no Zoológico do Bronx, enquanto um tigre macho adulto pode pesar 250 kg, um leopardo-das-neves macho raramente excede a casa de 45 a 55 kg – pouco mais que um cachorro de estimação grande.
Leopardos-das-neves não rugem ou ronronam, e suas vocalizações soam impressionantemente similares ao uivo do gato siamês. Como regra, leopardos-das-neves têm temperamento calmo e moderado. Ao contrário de muitos felinos de grande porte, disse Schaller, “não sei de nenhum caso de um leopardo-das-neves atacando ou matando pessoas”.
O mesmo, infelizmente não pode ser dito da pecuária humana. Acredita-se que uma das maiores ameaças ao leopardo-das-neves seja o crescente número de criadores de ovelhas e cabras que compartilham o território dos felinos, apenas ganhando a vida, que podem reagir a um felino caçador atirando nele ou espancando-o até a morte.
Utilizando leituras de DNA nas fezes do leopardo-das-neves para reconstruir o cardápio local do felino, pesquisadores observaram uma alta inconstância na incidência de caças de gado. Entre a população Wakhan no Afeganistão, leopardos-das-neves se mantêm firmemente em uma dieta de cabras-dos-alpes, carneiro Marco Polo e outras presas naturais.
Na Mongólia, pelo contrário, cerca de 22 por cento do consumo de leopardos-das-neves residentes consiste de ovelhas e cabras domésticas.
Conservacionistas estão trabalhando fortemente para confrontar o problema – ajudando camponeses a construir currais resistentes a predadores, organizando programas de seguros para compensar criadores por suas perdas ou buscar novas fontes de renda, atraindo turistas aventureiros em seu caminho.
Os turistas podem nunca ver um leopardo-das-neves, mais pelo menos seus dólares ajudarão a assegurar que os felinos estavam lá, observando-os silenciosamente. (Fonte: Portal iG
Thomas McCarthy, diretor do programa dos leopardos-das-neves do grupo de conservação Panthera, passou quase duas décadas atravessando o absurdamente acidentado planalto himalaio para estudar um felino magnífico, densamente peludo e malhado que pode ser a aparição mais rara do mundo.
“Estou aqui no país do leopardo-das-neves durante metade de todos os anos”, disse McCarthy em uma obstinada conexão telefônica do Tadjiquistão, “e posso facilmente contar em uma mão as vezes que consegui ver um leopardo-das-neves”.
George Schaller, renomado biólogo e ambientalista e vice-presidente da Panthera, possui uma vasta experiência e reputação e é normalmente assertivo. “Coloquei coleiras de rádio em um par de leopardos-das-neves na Mongólia”, disse ele. “`O rádio me diz onde estão, vou para lá, olho e olho. Não vejo nada, a menos que o leopardo-das-neves resolva se mexer’’.
“Se um leopardo-das-neves repousa silenciosamente e não quer ser visto”, disse Schaller, “você não o verá”.
Para estudar leopardos-das-neves, disse McCarthy, “é preciso ser muito dedicado ou parcialmente louco, ou ambos”.
Apesar de todas as dificuldades, os loucos dedicados seguiram em frente e agora muito de sua pesquisa está esclarecendo questões sobre os felinos raros, misteriosos, alpinistas de gelo supremos e propriamente apelidados de ‘fantasma das montanhas’.
Usando armadilhas de câmeras sensíveis ao movimento engenhosamente montadas, cientistas acumularam um rico conjunto de imagens de leopardos-das-neves, permitindo que estimassem números de população, identificasse indivíduos e acompanhassem migrações.
Também conseguiram ter uma visão da rotina diária do felino, que parece envolver frequentes ações de marcação de território: esfregadas de rosto, borrifadas e cavagens de pequenos buracos no chão.
Admitidamente, o método de armadilha pode enriquecer as evidências de marcação de território dos animais: “Nossos guardas sabem que se câmeras forem alocadas em uma área que conduz um leopardo-das-neves para uma pedra, o instinto do animal o fará borrifar nela e ele será encontrado”, disse Peter Zahler, diretor representante para os programas da Ásia da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem do Zoológico do Bronx.
Cientistas na sociedade de conservação publicaram na edição atual do The International Journal of Environmental Studies os resultados o que eles disseram que foi o primeiro registro fotográfico de leopardos-das-neves no Afeganistão.
Baseado em fotografias tiradas em 16 lugares pelo vasto e árido corredor Wakhan, do nordeste do Afeganistão, Anthony Simms e seus colegas sugeriram que a região, descrita por eles como “uma das paisagens montanhosas mais remotas e isoladas no mundo e um lugar de uma imensa beleza” poderia ser um impressionante santuário de leopardos-das-neves. “Ficamos surpresos com o número de detecções de leopardos-das-neves identificadas em nossa pesquisa”, disse Simms em uma entrevista. “É um sinal promissor de que podemos ter população mais saudável que a esperada aqui”.
Surpresas – Trabalhando no sul da Mongólia, pesquisadores da Panthera equiparam 14 leopardos-das-neves com sofisticadas coleiras GPS que transmitem a leituras de localização e movimentos para os computadores dos cientistas, várias vezes ao dia. “Os dados que estamos conseguindo são simplesmente incríveis”, disse McCarthy. “Os felinos estão usando imensas extensões de residência”, dez ou 20 vezes maiores que as estimativas anteriores. Histórias mais íntimas dos felinos também surgiram.
As coleiras diziam aos cientistas quando um leopardo-das-neves fêmea passava vários dias namorando um macho. Quase certamente, cerca de 14 semanas depois, a coleira da fêmea avisou que ela entrara em uma caverna propícia para ser um recanto para dar à luz.
Ruídos eletrônicos também levantaram dúvidas acerca do leopardo-das-neves, considerado um eremita antissocial. “Vimos dois machos sentados juntos comendo o mesmo jantar”, disse McCarthy. “Foi um verdadeiro choque para nós”. Além de relações de acasalamento e maternidade, disse ele, “leopardos-das-neves deveriam ser solitários”.
Mesmo com a ampla variedade de novas descobertas, cientistas ainda têm apenas uma vaga ideia de quantos leopardos-das-neves existem por aí, ou como estão sobrevivendo em um mundo cada vez mais humanizado e com falta de tolerância com outros mamíferos de grande porte que se recusam a ser domados.
Números são meros palpites – Esparsamente distribuídos pelas altas montanhas de uma dezena de cidades no sul e no centro da Ásia, leopardos-das-neves são considerados uma espécie ameaçada. Pesquisadores estimam que a população caiu pelo menos 20 por cento nos últimos 16 anos e agora está entre 4.500 e 7.500 exemplares livres mas, Schaller disse, “esses números são meros palpites”.
Leopardos-das-neves sempre foram raros, possuindo uma vantagem modesta sobre carnívoros aparentados, como tigres e leões, ao ocupar habitats difíceis nas copas das árvores, em solos aráveis e ao alcance de humanos.
Apesar do nome, são mais próximos dos tigres – Para os americanos, leopardos-das-neves talvez sejam os membros mais queridos do grupo de felinos grandes, grupo exclusivo que inclui tigres, leões, jaguares e leopardos. Leopardos-das-neves preservam a majestade e a elegância fluente e predatória de outros grandes felinos, incorporando aspectos da beleza do panda, um resultado eventual da adaptação ao frio.
Eles têm patas grandes e peludas para ajudá-los a se mover fácil e silenciosamente na neve, e uma cauda excepcionalmente comprida e larga que serve como agente de equilíbrio para saltar e como apoio em torno do rosto durante o sono. Apesar do nome, eles não são leopardos ou, de acordo com uma recente análise genética, parentes particularmente próximos dos leopardos.
De acordo com o que foi publicado no ano passado por William Murphy e Brian Davis da Texas A&M University, no jornal Molecular Phylogenetics & Evolution, a espécie mais próxima do leopardo-das-neves é o tigre. Porém esse parentesco acaba na balança. Segundo Patrick Thomas, curador de mamíferos no Zoológico do Bronx, enquanto um tigre macho adulto pode pesar 250 kg, um leopardo-das-neves macho raramente excede a casa de 45 a 55 kg – pouco mais que um cachorro de estimação grande.
Leopardos-das-neves não rugem ou ronronam, e suas vocalizações soam impressionantemente similares ao uivo do gato siamês. Como regra, leopardos-das-neves têm temperamento calmo e moderado. Ao contrário de muitos felinos de grande porte, disse Schaller, “não sei de nenhum caso de um leopardo-das-neves atacando ou matando pessoas”.
O mesmo, infelizmente não pode ser dito da pecuária humana. Acredita-se que uma das maiores ameaças ao leopardo-das-neves seja o crescente número de criadores de ovelhas e cabras que compartilham o território dos felinos, apenas ganhando a vida, que podem reagir a um felino caçador atirando nele ou espancando-o até a morte.
Utilizando leituras de DNA nas fezes do leopardo-das-neves para reconstruir o cardápio local do felino, pesquisadores observaram uma alta inconstância na incidência de caças de gado. Entre a população Wakhan no Afeganistão, leopardos-das-neves se mantêm firmemente em uma dieta de cabras-dos-alpes, carneiro Marco Polo e outras presas naturais.
Na Mongólia, pelo contrário, cerca de 22 por cento do consumo de leopardos-das-neves residentes consiste de ovelhas e cabras domésticas.
Conservacionistas estão trabalhando fortemente para confrontar o problema – ajudando camponeses a construir currais resistentes a predadores, organizando programas de seguros para compensar criadores por suas perdas ou buscar novas fontes de renda, atraindo turistas aventureiros em seu caminho.
Os turistas podem nunca ver um leopardo-das-neves, mais pelo menos seus dólares ajudarão a assegurar que os felinos estavam lá, observando-os silenciosamente. (Fonte: Portal iG
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Rato velho vira morcego?
Alguém certamente já ouviu dizer que rato velho vira morcego, pois é, não é bem assim que acontece. Vou aproveitar a notícia abaixo para explicar essa "lenda".Morcegos detectam sangue por radiação infravermelha.
O morcego hematófago, também chamado de vampiro, não chega até o alimento pelo odor de seu sangue, mas pelo calor que ele emite sob a pele. Pesquisadores descobriram que a espécie presente em todo o México e América do Sul identifica radiações infravermelhas proveniente das veias sanguíneas dos outros animais ao seu redor. Isto tudo graças a alterações nos nervos faciais do morcego.
Essa qualidade genética do vampiro comum explica sua capacidade de detectar uma fonte de calor a 20 centímetros de distância e “de distinguir o local onde as veias são mais próximas da superfície da pele”, estima David Julius, especialista em biologia molecular da Universidade da Califórnia em São Francisco, autor do estudo.
Os especialistas já sabiam que o morcego localiza a vítima adormecida guiando-se pelo som de sua respiração, como parecem indicar os ataques repetidos a cabeças de gado. Mas não tinham conhecimento sobre os mecanismos usados para acertar com tanta precisão o alimento, tirando mais de duas colheres de sopa de sangue dos animais.
Todos os mamíferos possuem grande quantidade de receptores que reagem a diversos estímulos externos: mecânicos, térmicos ou químicos. Um desses receptores, uma proteína batizada TRPV1, se ativa quando a temperatura ultrapassa os 43° C, o que permite, principalmente, alertar o sistema nervoso central, em caso de calor doloroso, com risco de queimadura. Esse receptor é também responsável pela sensação de queimadura causada pela ingestão de pimenta ou o sol, destaca David Julius. Porém, o vampiro comum (Desmodus rotundus) desenvolveu, durante sua evolução, um uso único e desconhecido, até então, desta proteína.
Tudo se passa em três cavidades situadas no focinho do vampiro, que contribuiu para lhe dar uma reputação assustadora. Além da TRPV1 habitual, este morcego produz grande quantidade de uma versão menor desta proteína (TRPV1-S) que se ativa a uma temperatura muito mais baixa, em torno de 30° C. Uma particularidade genética que se encontra numa espécie de morcegos (Carollia brevicauda), que se nutre de frutas e não tem, assim, nenhuma necessidade de um sentido térmico muito desenvolvido.
Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature, a variante é quase ausente nas outras espécies de morcegos, que consomem frutas, néctar ou insetos, revela David Julius.
Geneticamente mais próximo dos cães – O estudo confirma também análises moleculares recentes demonstrando que o morcego é geneticamente mais próximo dos cães, das vacas e das toupeiras que de humanos e roedores, ao contrário do que se acreditava numa classificação de espécies baseada em critérios puramente anatômicos.
Cães, vacas, porcos e toupeiras, que pertencem ao grupo das Laurasiatheria, como os cavalos e os golfinhos, têm, com efeito, o potencial genético para produzir esta variante curta da TRVP1. Os coelhos, ratos, macacos e humanos (grupo das Euarchontoglires) são totalmente incapazes disso.
No ano passado, David Julius já havia explicado como algumas serpentes (jibóias, pítons e crótolos) desenvolveram um sentido de infravermelho, a partir de variante de uma outra proteína receptora, TRPA1, que não é, no entanto, habitualmente sensível ao calor. (Fonte: Portal iG).
Como vocês puderam ler, os morcegos são mais próximos de cães e das vacas do que dos roedores (ratos). Mas de onde veio a história que rato velho vira morcego?Pois bem, ratos e morcegos compartilham alguns locais de "moradia" (Ex. sótãos, cavernas, galpões utilizados para guardar grãos, etc). Estes locais, além de servirem de abrigo a roedores e morcegos servem para alimentação (principalmente para os roedores que se alimentam dos grãos e, para algumas espécies de morcegos que são carnívoras(Chrotopterus auritus) que podem se alimentar de algum roedor. Além disso, a "lenda" deve ter surgido com algumas pessoas que viam os roedores entrando ou transitando nesses abrigos durante o dia e ao anoitecer percebiam que os morcegos saiam voando. Você sabe mais alguma lenda desse tipo?Compartilhe conosco.
O morcego hematófago, também chamado de vampiro, não chega até o alimento pelo odor de seu sangue, mas pelo calor que ele emite sob a pele. Pesquisadores descobriram que a espécie presente em todo o México e América do Sul identifica radiações infravermelhas proveniente das veias sanguíneas dos outros animais ao seu redor. Isto tudo graças a alterações nos nervos faciais do morcego.
Essa qualidade genética do vampiro comum explica sua capacidade de detectar uma fonte de calor a 20 centímetros de distância e “de distinguir o local onde as veias são mais próximas da superfície da pele”, estima David Julius, especialista em biologia molecular da Universidade da Califórnia em São Francisco, autor do estudo.
Os especialistas já sabiam que o morcego localiza a vítima adormecida guiando-se pelo som de sua respiração, como parecem indicar os ataques repetidos a cabeças de gado. Mas não tinham conhecimento sobre os mecanismos usados para acertar com tanta precisão o alimento, tirando mais de duas colheres de sopa de sangue dos animais.
Todos os mamíferos possuem grande quantidade de receptores que reagem a diversos estímulos externos: mecânicos, térmicos ou químicos. Um desses receptores, uma proteína batizada TRPV1, se ativa quando a temperatura ultrapassa os 43° C, o que permite, principalmente, alertar o sistema nervoso central, em caso de calor doloroso, com risco de queimadura. Esse receptor é também responsável pela sensação de queimadura causada pela ingestão de pimenta ou o sol, destaca David Julius. Porém, o vampiro comum (Desmodus rotundus) desenvolveu, durante sua evolução, um uso único e desconhecido, até então, desta proteína.
Tudo se passa em três cavidades situadas no focinho do vampiro, que contribuiu para lhe dar uma reputação assustadora. Além da TRPV1 habitual, este morcego produz grande quantidade de uma versão menor desta proteína (TRPV1-S) que se ativa a uma temperatura muito mais baixa, em torno de 30° C. Uma particularidade genética que se encontra numa espécie de morcegos (Carollia brevicauda), que se nutre de frutas e não tem, assim, nenhuma necessidade de um sentido térmico muito desenvolvido.
Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature, a variante é quase ausente nas outras espécies de morcegos, que consomem frutas, néctar ou insetos, revela David Julius.
Geneticamente mais próximo dos cães – O estudo confirma também análises moleculares recentes demonstrando que o morcego é geneticamente mais próximo dos cães, das vacas e das toupeiras que de humanos e roedores, ao contrário do que se acreditava numa classificação de espécies baseada em critérios puramente anatômicos.
Cães, vacas, porcos e toupeiras, que pertencem ao grupo das Laurasiatheria, como os cavalos e os golfinhos, têm, com efeito, o potencial genético para produzir esta variante curta da TRVP1. Os coelhos, ratos, macacos e humanos (grupo das Euarchontoglires) são totalmente incapazes disso.
No ano passado, David Julius já havia explicado como algumas serpentes (jibóias, pítons e crótolos) desenvolveram um sentido de infravermelho, a partir de variante de uma outra proteína receptora, TRPA1, que não é, no entanto, habitualmente sensível ao calor. (Fonte: Portal iG).
Como vocês puderam ler, os morcegos são mais próximos de cães e das vacas do que dos roedores (ratos). Mas de onde veio a história que rato velho vira morcego?Pois bem, ratos e morcegos compartilham alguns locais de "moradia" (Ex. sótãos, cavernas, galpões utilizados para guardar grãos, etc). Estes locais, além de servirem de abrigo a roedores e morcegos servem para alimentação (principalmente para os roedores que se alimentam dos grãos e, para algumas espécies de morcegos que são carnívoras(Chrotopterus auritus) que podem se alimentar de algum roedor. Além disso, a "lenda" deve ter surgido com algumas pessoas que viam os roedores entrando ou transitando nesses abrigos durante o dia e ao anoitecer percebiam que os morcegos saiam voando. Você sabe mais alguma lenda desse tipo?Compartilhe conosco.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
FÊMEA USA GEMIDOS PARA MANIPULAR MACHOS
Alce fêmea usa gemidos para ‘manipular’ machos.
Alces fêmeas podem ser capazes de manipular machos enamorados incitando brigas entre machos rivais por meio de gemidos, segundo pesquisadores. Já se sabia anteriormente que as fêmeas produziam “gemidos de protesto” em resposta aos avanços dos machos.
Cientistas da Universidade do Estado de Idaho, nos Estados Unidos, descobriram que as fêmeas gemem mais quando são abordadas por machos menores e que isso provoca brigas com machos maiores.
Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Behavioural Ecology and Sociobiology, as fêmeas podem ter mais controle sobre a escolha de parceiros do que se imaginava anteriormente.
Aproximações – Os alces são animais poligínicos, o que significa que um macho copula com várias fêmeas, mas cada fêmea tem apenas um parceiro macho.
A reprodução ocorre durante o outono, quando os machos competem pelas fêmeas, resultando em ferozes batalhas.
Os pesquisadores observaram os alces durante esse período no Parque Nacional Denali, no Alasca.
“As fêmeas davam gemidos de protesto com mais frequência em resposta à aproximação de machos pequenos, apesar de os machos maiores se envolverem em mais aproximações”, afirma o coordenador do estudo, Terry Bowyer.
Escolha – O especialista, que vem estudando os alces nessa região desde a década de 1980, percebeu que o gemido das fêmeas tinha um propósito duplo.
“Esse comportamento das fêmeas as ajuda a evitar o assédio de machos menores, mas também provocava brigas entre os machos maiores, afirma.
“A agressão dos machos era mais comum quando as fêmeas davam gemidos de protesto do que quando não davam, indicando que essa vocalização incite a agressão entre os machos”, observa.
Segundo Bowyer, a pesquisa também indica que as fêmeas de alce poderiam provocar propositalmente brigas entre os machos como uma forma de escolher seus parceiros.
“Os gemidos de protesto permitem às fêmeas exercer alguma escolha em um sistema de acasalamento no qual os machos restringem essa escolha por meio do combate com outros machos”, disse ele à BBC.
Para Bowyer, a escolha das fêmeas pode ter sido subestimada porque era “escondida” pelos combates entre os machos.
“Acreditamos que a escolha feminina é um componente mais importante dos sistemas de acasalamento em mamíferos poligínicos do que se pensava anteriormente”, conclui ele. (Fonte: Portal iG)
Alces fêmeas podem ser capazes de manipular machos enamorados incitando brigas entre machos rivais por meio de gemidos, segundo pesquisadores. Já se sabia anteriormente que as fêmeas produziam “gemidos de protesto” em resposta aos avanços dos machos.
Cientistas da Universidade do Estado de Idaho, nos Estados Unidos, descobriram que as fêmeas gemem mais quando são abordadas por machos menores e que isso provoca brigas com machos maiores.
Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Behavioural Ecology and Sociobiology, as fêmeas podem ter mais controle sobre a escolha de parceiros do que se imaginava anteriormente.
Aproximações – Os alces são animais poligínicos, o que significa que um macho copula com várias fêmeas, mas cada fêmea tem apenas um parceiro macho.
A reprodução ocorre durante o outono, quando os machos competem pelas fêmeas, resultando em ferozes batalhas.
Os pesquisadores observaram os alces durante esse período no Parque Nacional Denali, no Alasca.
“As fêmeas davam gemidos de protesto com mais frequência em resposta à aproximação de machos pequenos, apesar de os machos maiores se envolverem em mais aproximações”, afirma o coordenador do estudo, Terry Bowyer.
Escolha – O especialista, que vem estudando os alces nessa região desde a década de 1980, percebeu que o gemido das fêmeas tinha um propósito duplo.
“Esse comportamento das fêmeas as ajuda a evitar o assédio de machos menores, mas também provocava brigas entre os machos maiores, afirma.
“A agressão dos machos era mais comum quando as fêmeas davam gemidos de protesto do que quando não davam, indicando que essa vocalização incite a agressão entre os machos”, observa.
Segundo Bowyer, a pesquisa também indica que as fêmeas de alce poderiam provocar propositalmente brigas entre os machos como uma forma de escolher seus parceiros.
“Os gemidos de protesto permitem às fêmeas exercer alguma escolha em um sistema de acasalamento no qual os machos restringem essa escolha por meio do combate com outros machos”, disse ele à BBC.
Para Bowyer, a escolha das fêmeas pode ter sido subestimada porque era “escondida” pelos combates entre os machos.
“Acreditamos que a escolha feminina é um componente mais importante dos sistemas de acasalamento em mamíferos poligínicos do que se pensava anteriormente”, conclui ele. (Fonte: Portal iG)
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Safáris Ilegais no Pantanal Sul Matogrossense
Uma das minhas ideias quando resolvi criar este blog, além das já mencionadas no cabeçalho é de denunciar as diversas formas de crimes que ocorrem na nossa sociedade.Os safáris que ocorrem pelo país não são nenhuma novidade para pessoas que trabalham com o meio ambiente. Apesar de eu ser favorável a caça (obviamente que não do jeito que ocorre aqui no Brasil, mas sim com controle, com estudos que mostrem que a caça possa ocorrer de uma maneira sustentável, gerando recursos para a conservação de áreas de caças e principalmente para a conservação das espécies cinegéticas e de diversas outras) essa caça indiscriminada que acontece deve ser proibida e os responsáveis devem ser presos, sem direito a fiança, uma vez que trata-se de homcídio doloso. Segue a notícia publicada hoje sobre a "fazendeira" Beatriz Rondon.
PF começa a ouvir suspeitos de safáris ilegais no Pantanal de MS.
Nesta semana, a Polícia Federal (PF) começa a ouvir os suspeitos de participar e organizar safáris ilegais no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde a principal atração é a matança de onças. O delegado que investiga o caso, Alexandre do Nascimento, informou nesta segunda-feira (1º) ao G1 que serão interrogados a fazendeira Beatriz Rondon, o caçador Antônio Teodoro, conhecido como Tonho da Onça e um piloto de avião, entre outros suspeitos.
Na sexta-feira (29) a polícia cumpriu seis mandados de busca e apreensão em quatro cidades, sendo três em Mato Grosso do Sul e uma em Mato Grosso. Durante o cumprimento de um dos mandados no município de Aquidauana, distante 143 quilômetros de Campo Grande, Rondon foi presa por posse de armas, mas foi liberada no início da tarde após pagar fiança de R$ 27 mil.
De acordo com Nascimento, os mandados foram desdobramentos da Operação Jaguar 2, deflagrada em maio deste ano por conta de um vídeo que revelou em detalhes como era feita a matança de onças pintadas e pardas. À época, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) revelou que os safáris ilegais eram vendidos como um atração turística para estrangeiros que chegavam a pagar US$ 40 mil.
O advogado da fazendeira, René Siufi, diz que sua cliente nega as acusações de participação e promoção dos safáris ilegais. Á época, o caçador conhecido como Tonho da Onça afirmou que é inocente e que o vídeo é antigo e mostra imagens de 20 anos atrás.
As peles e chifres de animais, além de armas e munições aprendidas na operação foram encaminhadas para a perícia. O delegado informou que ainda não definiu se os interrogatórios serão realizados na sede da PF em Campo Grande, ou em Corumbá, onde está sendo feita a investigação.
Crimes – Ainda segundo Nascimento, o inquérito que investiga o caso deve ser finalizado em 30 dias. Os suspeitos devem ser indiciados por crime ambiental, formação de quadrilha, porte ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de armas e munições. (Fonte: Tatiane Queiroz/ G1)
PF começa a ouvir suspeitos de safáris ilegais no Pantanal de MS.
Nesta semana, a Polícia Federal (PF) começa a ouvir os suspeitos de participar e organizar safáris ilegais no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde a principal atração é a matança de onças. O delegado que investiga o caso, Alexandre do Nascimento, informou nesta segunda-feira (1º) ao G1 que serão interrogados a fazendeira Beatriz Rondon, o caçador Antônio Teodoro, conhecido como Tonho da Onça e um piloto de avião, entre outros suspeitos.
Na sexta-feira (29) a polícia cumpriu seis mandados de busca e apreensão em quatro cidades, sendo três em Mato Grosso do Sul e uma em Mato Grosso. Durante o cumprimento de um dos mandados no município de Aquidauana, distante 143 quilômetros de Campo Grande, Rondon foi presa por posse de armas, mas foi liberada no início da tarde após pagar fiança de R$ 27 mil.
De acordo com Nascimento, os mandados foram desdobramentos da Operação Jaguar 2, deflagrada em maio deste ano por conta de um vídeo que revelou em detalhes como era feita a matança de onças pintadas e pardas. À época, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) revelou que os safáris ilegais eram vendidos como um atração turística para estrangeiros que chegavam a pagar US$ 40 mil.
O advogado da fazendeira, René Siufi, diz que sua cliente nega as acusações de participação e promoção dos safáris ilegais. Á época, o caçador conhecido como Tonho da Onça afirmou que é inocente e que o vídeo é antigo e mostra imagens de 20 anos atrás.
As peles e chifres de animais, além de armas e munições aprendidas na operação foram encaminhadas para a perícia. O delegado informou que ainda não definiu se os interrogatórios serão realizados na sede da PF em Campo Grande, ou em Corumbá, onde está sendo feita a investigação.
Crimes – Ainda segundo Nascimento, o inquérito que investiga o caso deve ser finalizado em 30 dias. Os suspeitos devem ser indiciados por crime ambiental, formação de quadrilha, porte ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de armas e munições. (Fonte: Tatiane Queiroz/ G1)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Reviravolta na Origem das Aves?
Descoberta de fóssil provoca reviravolta sobre origem das aves.
A descoberta de um pequeno fóssil na China alterou os conhecimentos sobre a evolução das espécies e derrubou um ícone. O Archaeopteryx, descoberto há 150 anos e considerado a primeira ave da Terra, caiu de posto. Um novo estudo chinês afirma que a espécie não é mais do grupo das aves e foi remanejado para outra classe, a dos Deinonychosauria.
O estudo publicado nesta quarta-feira (27) no periódico científico Nature construiu uma nova árvore filogenética de dinossauros e aves -que apresenta as relações evolutivas entre as espécies com um ancestral comum. Tudo por causa da descoberta de um pequeno fóssil de um dinossauro com penas que devia pesar apenas 800 gramas.
O novo fóssil, chamado de Xiaotingia zhengi, foi descoberto em Tiaojishan, na China, e tem o tamanho de uma galinha. O fóssil não é exatamente impressionante por ser uma espécie derivada do Archaeopteryx, mas sua sutil protuberância óssea resultou em uma reviravolta na paleontologia.
O Archaeopteryx viveu há cerca de 150 milhões de anos. Ele tinha penas e asas além de outras características incomuns as aves, como dentes. O fóssil foi descoberto em 1861, na Alemanha – dois anos após Charles Darwin ter publicado o livro “A origem das espécies” e rapidamente se tornou um ícone da teoria da evolução.
A descoberta do novo terópode mostrou que uma série de características, incluindo longos e robustos antebraços – que acreditavam ser apenas dos antecessores das aves – mas que pode também ser de um grupo de não aves.
Os cientistas chineses reconhecem que têm poucas provas para suportar a nova teoria.
O Archaeopteryx faz parte de uma seção da árvore filogenética que já foi reformulada várias vezes nos últimos 20 anos e que ainda permanece obscura. A seção abriga os pequenos dinossauros de duas pernas que realizaram os primeiros voos. Porém, descobertas de novos fósseis têm deixado a distinção entre aves que se parecem dinossauros e dinossauros que se parecem aves ainda mais obscura. Características como penas e osso da sorte deixaram de ser consideradas como determinantes deixaram de ser confiáveis
“Os pássaros foram encaixados dentro de um grupo de pequenos dinossauros e é muito difícil dizer quem é quem”, disse Lawrence Witmer da Universidade, que estuda a evolução dos pássaros e que não participou do estudo.
“A reclassificação do Archaeopteryx não mudar a ideia de que as aves surgiram a partir desta parte da árvore filogenética”, disse Witmer. O pesquisador acredita, no entanto, que ela possa fazer com que cientistas reavaliem antigas certezas sobre evolução das aves. “Muito do que do que sabemos sobre evolução dos pássaros tem como base o Archaeopteryx”, disse Witmer. (Fonte: Portal iG)
Mais informações podem ser obtidas diretamente na página da Nature (http://www.nature.com/news/2011/110727/full/news.2011.443.html).
A descoberta de um pequeno fóssil na China alterou os conhecimentos sobre a evolução das espécies e derrubou um ícone. O Archaeopteryx, descoberto há 150 anos e considerado a primeira ave da Terra, caiu de posto. Um novo estudo chinês afirma que a espécie não é mais do grupo das aves e foi remanejado para outra classe, a dos Deinonychosauria.
O estudo publicado nesta quarta-feira (27) no periódico científico Nature construiu uma nova árvore filogenética de dinossauros e aves -que apresenta as relações evolutivas entre as espécies com um ancestral comum. Tudo por causa da descoberta de um pequeno fóssil de um dinossauro com penas que devia pesar apenas 800 gramas.
O novo fóssil, chamado de Xiaotingia zhengi, foi descoberto em Tiaojishan, na China, e tem o tamanho de uma galinha. O fóssil não é exatamente impressionante por ser uma espécie derivada do Archaeopteryx, mas sua sutil protuberância óssea resultou em uma reviravolta na paleontologia.
O Archaeopteryx viveu há cerca de 150 milhões de anos. Ele tinha penas e asas além de outras características incomuns as aves, como dentes. O fóssil foi descoberto em 1861, na Alemanha – dois anos após Charles Darwin ter publicado o livro “A origem das espécies” e rapidamente se tornou um ícone da teoria da evolução.
A descoberta do novo terópode mostrou que uma série de características, incluindo longos e robustos antebraços – que acreditavam ser apenas dos antecessores das aves – mas que pode também ser de um grupo de não aves.
Os cientistas chineses reconhecem que têm poucas provas para suportar a nova teoria.
O Archaeopteryx faz parte de uma seção da árvore filogenética que já foi reformulada várias vezes nos últimos 20 anos e que ainda permanece obscura. A seção abriga os pequenos dinossauros de duas pernas que realizaram os primeiros voos. Porém, descobertas de novos fósseis têm deixado a distinção entre aves que se parecem dinossauros e dinossauros que se parecem aves ainda mais obscura. Características como penas e osso da sorte deixaram de ser consideradas como determinantes deixaram de ser confiáveis
“Os pássaros foram encaixados dentro de um grupo de pequenos dinossauros e é muito difícil dizer quem é quem”, disse Lawrence Witmer da Universidade, que estuda a evolução dos pássaros e que não participou do estudo.
“A reclassificação do Archaeopteryx não mudar a ideia de que as aves surgiram a partir desta parte da árvore filogenética”, disse Witmer. O pesquisador acredita, no entanto, que ela possa fazer com que cientistas reavaliem antigas certezas sobre evolução das aves. “Muito do que do que sabemos sobre evolução dos pássaros tem como base o Archaeopteryx”, disse Witmer. (Fonte: Portal iG)
Mais informações podem ser obtidas diretamente na página da Nature (http://www.nature.com/news/2011/110727/full/news.2011.443.html).
Que distância pode andar um felino?
Puma morre atropelado nos EUA após viajar quase 3 mil quilômetros.
Cientistas identificaram um leão-da-montanha que morreu atropelado em uma rodovia no Estado americano de Connecticut após ter cruzado quase metade do país.
Testes de DNA mostraram que o felino, também conhecido como puma, era nativo das montanhas Black Hills, na Dakota do Sul, a quase 3 mil quilômetros do acidente.
As amostras coincidiram com material colhido do animal em 2009 e 2010 nos Estados de Minnesota e Wisconsin, indicando que o leão-da-montanha realizou a maior caminhada de um mamífero já registrada.
Para ir de Dakota do Sul, no centro-norte dos EUA, até Connecticut, na costa oeste, o animal teve de contornar o Lago Michigan ao sul, passando por Chicago, pelo velho cinturão industrial de Ohio e pelo oeste da Pensilvânia.
O felino foi atropelado no dia 11 de junho próximo da localidade de Milford, a cerca de 80 quilômetros de Nova York. “A jornada deste leão-da-montanha é a prova das maravilhas da natureza e da tenacidade e adaptabilidade das espécies”, disse o comissário de Energia e Proteção Ambiental de Connecticut, Daniel Esty.
O animal, um macho de cerca de 64 kg, foi o primeiro puma a aparecer no Estado em mais de um século, ele afirmou. O leão-da-montanha não tinha as unhas cortadas nem havia sido esterilizado, indicando que era um animal selvagem, e não fugido de um cativeiro.
Os pumas são felinos de grande porte, nativos do hemisfério ocidental, cuja ocorrência abrangia uma extensa área, do Canadá à Argentina e o Chile. Na América do Norte, a destruição do habitat levou os pumas a se concentrarem na costa oeste americana, segundo a organização de conservação Sierra Club. (Fonte: Portal iG)
Cientistas identificaram um leão-da-montanha que morreu atropelado em uma rodovia no Estado americano de Connecticut após ter cruzado quase metade do país.
Testes de DNA mostraram que o felino, também conhecido como puma, era nativo das montanhas Black Hills, na Dakota do Sul, a quase 3 mil quilômetros do acidente.
As amostras coincidiram com material colhido do animal em 2009 e 2010 nos Estados de Minnesota e Wisconsin, indicando que o leão-da-montanha realizou a maior caminhada de um mamífero já registrada.
Para ir de Dakota do Sul, no centro-norte dos EUA, até Connecticut, na costa oeste, o animal teve de contornar o Lago Michigan ao sul, passando por Chicago, pelo velho cinturão industrial de Ohio e pelo oeste da Pensilvânia.
O felino foi atropelado no dia 11 de junho próximo da localidade de Milford, a cerca de 80 quilômetros de Nova York. “A jornada deste leão-da-montanha é a prova das maravilhas da natureza e da tenacidade e adaptabilidade das espécies”, disse o comissário de Energia e Proteção Ambiental de Connecticut, Daniel Esty.
O animal, um macho de cerca de 64 kg, foi o primeiro puma a aparecer no Estado em mais de um século, ele afirmou. O leão-da-montanha não tinha as unhas cortadas nem havia sido esterilizado, indicando que era um animal selvagem, e não fugido de um cativeiro.
Os pumas são felinos de grande porte, nativos do hemisfério ocidental, cuja ocorrência abrangia uma extensa área, do Canadá à Argentina e o Chile. Na América do Norte, a destruição do habitat levou os pumas a se concentrarem na costa oeste americana, segundo a organização de conservação Sierra Club. (Fonte: Portal iG)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Teletransporte é possível?
Para aqueles que tinham uma esperança que o teletransporte fosse inventado para agilizar a vida de todas as pessoas, segue uma notícia nada boa:
Viajar no tempo é impossível, prova físico chinês.
Para tristeza de fãs de ficção científica em todo o mundo, um cientista chinês provou que o sonho de viajar no tempo é impossível . O trabalho foi publicado nesta segunda-feira (25) na revista especializada “Physical Review Letters” por um time de físicos da Universidade de Hong Kong liderados por Du Shengwang.
A equipe mostrou que nada é capaz de viajar mais rápido que a velocidade da luz – uma das condições da física para uma suposta viagem no tempo. Nem mesmo um fóton – a menor partícula possível de luz -, conforme mediu o grupo de cientistas.
A possibilidade de um fóton poder viajar mais rápido que a luz é uma teoria lançada há cerca de dez anos, alvo de muito debate entre os pesquisadores, que abriria a possibilidade teórica de viagem pelo tempo. Agora, o grupo de Du acredita ter resolvido a questão.
É uma boa notícia para o governo chinês, que, em abril deste ano, proibiu a transmissão de filmes e programas de TV que mostrem viagens no tempo.
(Fonte: G1)
Viajar no tempo é impossível, prova físico chinês.
Para tristeza de fãs de ficção científica em todo o mundo, um cientista chinês provou que o sonho de viajar no tempo é impossível . O trabalho foi publicado nesta segunda-feira (25) na revista especializada “Physical Review Letters” por um time de físicos da Universidade de Hong Kong liderados por Du Shengwang.
A equipe mostrou que nada é capaz de viajar mais rápido que a velocidade da luz – uma das condições da física para uma suposta viagem no tempo. Nem mesmo um fóton – a menor partícula possível de luz -, conforme mediu o grupo de cientistas.
A possibilidade de um fóton poder viajar mais rápido que a luz é uma teoria lançada há cerca de dez anos, alvo de muito debate entre os pesquisadores, que abriria a possibilidade teórica de viagem pelo tempo. Agora, o grupo de Du acredita ter resolvido a questão.
É uma boa notícia para o governo chinês, que, em abril deste ano, proibiu a transmissão de filmes e programas de TV que mostrem viagens no tempo.
(Fonte: G1)
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Para que servem os estudos com animais atropelados?
Para aqueles menos avisados, o estudo com animais atropelados não serve apenas para saber que animais existem em determinada região e/ou quais são os pontos de travessia da fauna em determinada rodovia, mas também podem contribuir para o mapeamento e combate a doenças que afetam o ser humano. Veja a matéria abaixo e entenda um pouco mais do estudo que está sendo realizado no Estado São Paulo.
Estudo com animais atropelados vai ajudar no combate a doenças graves.
Estudo feito com animais silvestres que morreram por atropelamento na região centro-oeste do estado de São Paulo vai colaborar no mapeamento e combate a doenças que afetam o ser humano, como a toxoplasmose e a leishmaniose.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, vai detectar fungos e outros microorganismos que possam ter infectado os animais examinados, cruzando estas informações com ocorrências de enfermidades que atingiram a população.
Segundo Virgínia Richini Pereira, bióloga da Unesp e uma das responsáveis pelo estudo, ao menos 80 animais que foram atropelados nas estradas federais e estaduais que cortam os municípios de Botucatu, Bauru e Piracicaba foram examinados. São tamanduás, onças-pardas, tatus, entre outras espécies que não sobreviveram ao impacto com os veículos.
“Nós analisamos órgãos internos como pulmão, fígado, baço. São feitos vários exames para detectar se os agentes causadores de problemas de saúde estão nesses animais”, afirmou. “Já conseguimos detectar em Bauru, por exemplo, o parasita causador da leishmaniose. Em Botucatu, foi identificada a paracoccidiomicose, doença que causa lesões importantes nos órgãos humanos e atinge, principalmente, trabalhadores rurais”, disse a pesquisadora.
Com isso, poderão ser feitas ações combativas pelos órgãos de zoonoses para evitar uma proliferação das endemias em determinadas áreas. A previsão é que o mapeamento seja concluído em seis meses.
Atropelamento – O atropelamento de animais silvestres ainda afeta a biodiversidade brasileira e mata, diariamente, uma grande quantidade de exemplares de diversas espécies, entre elas as ameaçadas de extinção.
Na região do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, somente em 2010 morreram 8 mil animais nas estradas, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). “É um grave problema na questão da preservação. Muitas espécies que estão na lista vermelha são afetadas por conta disto”, afirmou Virgínia. (Fonte: Globo Natureza)
Estudo com animais atropelados vai ajudar no combate a doenças graves.
Estudo feito com animais silvestres que morreram por atropelamento na região centro-oeste do estado de São Paulo vai colaborar no mapeamento e combate a doenças que afetam o ser humano, como a toxoplasmose e a leishmaniose.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, vai detectar fungos e outros microorganismos que possam ter infectado os animais examinados, cruzando estas informações com ocorrências de enfermidades que atingiram a população.
Segundo Virgínia Richini Pereira, bióloga da Unesp e uma das responsáveis pelo estudo, ao menos 80 animais que foram atropelados nas estradas federais e estaduais que cortam os municípios de Botucatu, Bauru e Piracicaba foram examinados. São tamanduás, onças-pardas, tatus, entre outras espécies que não sobreviveram ao impacto com os veículos.
“Nós analisamos órgãos internos como pulmão, fígado, baço. São feitos vários exames para detectar se os agentes causadores de problemas de saúde estão nesses animais”, afirmou. “Já conseguimos detectar em Bauru, por exemplo, o parasita causador da leishmaniose. Em Botucatu, foi identificada a paracoccidiomicose, doença que causa lesões importantes nos órgãos humanos e atinge, principalmente, trabalhadores rurais”, disse a pesquisadora.
Com isso, poderão ser feitas ações combativas pelos órgãos de zoonoses para evitar uma proliferação das endemias em determinadas áreas. A previsão é que o mapeamento seja concluído em seis meses.
Atropelamento – O atropelamento de animais silvestres ainda afeta a biodiversidade brasileira e mata, diariamente, uma grande quantidade de exemplares de diversas espécies, entre elas as ameaçadas de extinção.
Na região do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, somente em 2010 morreram 8 mil animais nas estradas, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). “É um grave problema na questão da preservação. Muitas espécies que estão na lista vermelha são afetadas por conta disto”, afirmou Virgínia. (Fonte: Globo Natureza)
segunda-feira, 11 de julho de 2011
MT: Disputa de terra gera conflitos entre índios xavantes e moradores
A disputa pela terra pôs em lados opostos índios xavantes e moradores de uma região do nordeste de Mato Grosso. O motivo é a posse de uma reserva indígena, ocupada há 46 anos por agricultores e comerciantes. A Justiça Federal determinou que eles deixem o local, mas a ordem não foi cumprida. Os confrontos têm causado prejuízos e tensão na reserva. Acesse http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/07/mt-disputa-de-terra-gera-conflitos-entre-indios-xavantes-e-moradores.html para ver a matéria que foi ao ar no Jornal Nacional de sábado (09/07/2011).
sexta-feira, 8 de julho de 2011
O problema das queimadas dos canaviais
Vale a pena ver essa reportagem que foi ao ar no JORNAL HOJE dessa sexta-feira (08/07).
http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/animais-sofrem-com-as-queimadas-nos-canaviais-do-interior-de-sao-paulo/1558841/
http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/animais-sofrem-com-as-queimadas-nos-canaviais-do-interior-de-sao-paulo/1558841/
terça-feira, 5 de julho de 2011
Novo mamífero é encontrado no Brasil
Novo mamífero é descoberto em parque nacional do Rio de Janeiro
Ratinho-goyatacá foi descrito por pesquisadores da UFRJ.
Espécie foi encontrada no Parque da Restinga Jurubatuba, em Macaé.
Do Globo Natureza, em São Paulo
O nome foi uma homenagem à tribo inídigena Goyatacazes, que habitava a região litorânea do norte fluminense. Além disso, o ratinho-goyatacá tem parentesco com espécies que vivem no Cerrado.
Novos estudos serão realizados para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal. A espécie foi descrita em junho, em artigo publicado na revista internacional Journal of Mammalogy.
nacional do estado do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/
Pablo Gonçalves/ICMBio)
O recém-descoberto mamífero brasileiro habita moitas da árvore Clusia, muito comum na parte aberta da restinga.
Durante o dia ele permanece em seu ninho em meio a bromélias ou mesmo galhos da Clusia.
À noite, procura por alimentos como coquinhos de guriri ou juruba, uma famosa palmeirinha que deu nome ao parque.
A descoberta foi feita pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves.
Créditos: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/novo-mamifero-e-descoberto-em-parque-nacional-do-rio-de-janeiro.html
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