quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tempestade solar em 2012, será realmente o fim da Terra?

A Nasa (agência espacial norte-americana) previu alguns anos atrás a ocorrência de uma intensa tempestade solar em 2012.

Segundo as estimativas da NCAR (Centro Nacional de Investigações Atmosféricas), ela seria 30% a 50% mais forte que a anterior e também a maior dos últimos 50 anos.

A tormenta solar não tem, porém, a capacidade de destruir fisicamente a Terra e tampouco as pessoas comuns precisam se precaver contra o fenômeno. Há sites na internet que chegam ao ponto de indicar guias de sobrevivência para a tormenta solar.

O calor que é emitido nas tempestades solares não chega à Terra, mas a radiação eletromagnética e as partículas energizadas podem afetar temporariamente as comunicações, como os GPS e os telefones celulares, da mesma forma que os furacões o fazem.

O prognóstico da próxima tempestade solar tem como base a intensificação da atividade solar, que surge em ciclos com cerca de 11 anos de duração, após longos períodos de calmaria do Sol. Mais recentemente, a Nasa estipulou como 2013 ou 2014 a data provável para acontecer o fenômeno.

A última tempestade solar de grande proporção é de 1958. Uma de suas consequências que costuma ser lembrada é que a aurora boreal pôde ser vista em regiões distantes como o México. (Fonte: Folha.com)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ministério do Meio Ambiente promove campanha para reduzir uso de sacolas plásticas

Continuando a divulgação de boas ideias, hoje retomo as postagens no blog com a segunda fase da campanha "SACO É UM SACO". Adote essa ideia você também.

O Ministério do Meio Ambiente lançou nesta segunda-feira (19), na Rodoviária de Brasília, a segunda fase da campanha Saco é um Saco, que tem por objetivo conscientizar a população para a redução do uso de sacolas plásticas.

A diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentável da Secretaria de Políticas Ambientais do MMA, Laura Valente, distribuiu sacolas reutilizáveis. Segundo ela, é preciso mostrar à população alternativas para que as sacolas plásticas não sejam mais utilizadas. “A melhor coisa a se fazer é consumir só aquilo que precisa. Use uma opção retornável em vez de uma que é danosa ao meio ambiente”, disse.

Ela defendeu campanhas mais efetivas para que a população se conscientize de evitar o uso de sacolas plásticas. “A conscientização é importante quando aliada com campanhas efetivas no setor de mercados, para que não disponibilize mais sacolas. A gente tem que reverter esse hábito de 50 anos”.

A estratégia de lançar a segunda fase da campanha no Natal é para chamar a atenção das pessoas quanto ao uso das sacolas plásticas nas compras de fim de ano. “A escolha da sacola plástica implica problemas para todos, como poluição do solo e mares e a degradação da biodiversidade. Tudo isso é consequência do padrão de consumo que temos e de como tratamos essa questão”, disse Laura Valente.

A campanha agradou a estudante de administração Adriana Batista. “Gostei muito da iniciativa das sacolas reutilizáveis. As pessoas precisam se conscientizar sobre preservação do meio ambiente para as próximas gerações”. Já a contadora Elza Nascimento defende ações mais eficazes dos órgãos que promovem a campanha. “O governo não faz campanhas suficientes. Elas sempre são deixadas de lado depois de algum tempo. Deveria haver maior cobrança e fiscalização. Mas essa campanha é um bom passo”, defendeu.

Uma sacola reutilizável de cinco metros, feita de banners reciclados, foi instalada no dia 15 de dezembro na Rodoviária de Brasília, onde ficará exposta por duas semanas. Foram distribuídos também panfletos informativos sobre ações sustentáveis. Esta segunda fase faz parte da campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, iniciada em São Paulo, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Em São Paulo, mais de 100 municípios aderiram à campanha.
(Fonte: Agência Brasil)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rio Grande do Sul: berço dos mamíferos?

Novos achados de fósseis no Brasil estão revolucionando o estudo sobre os passos evolutivos que levaram ao surgimento dos primeiros animais desse grupo, como mostra Alexander Kellner em sua coluna de dezembro.

CONFIRA TODA A NOTÍCIA EM

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MAIS UMA APREENSÃO DE AVES SILVESTRES

Buscando divulgar as ações que resultam em apreensões de animais silvestres em todo o Brasil, hoje divulgo a ação ocorrida na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Divulgue você também que comercializar animais silvestres é crime.


Três homens acusados de tráfico de animais silvestres prestaram depoimento e responderão a processo em liberdade

A Polícia Federal apreendeu em Uruguaiana, no fim de semana, 14 araras, oito delas adultas e seis filhotes, que seriam comercializadas por traficantes de animais silvestres. O órgão recebeu denúncia de que um uruguaio, residente em Livramento, iria a Uruguaiana para buscar as aves.

Os policiais federais realizaram vigilância no local onde a transação ocorreria e conseguiram identificar o momento em que dois homens, de São Paulo, entregavam os animais ao outro que os aguardava. A entrega ocorreu no estacionamento de um hotel da cidade da região Fronteira-Oeste do Estado.

De acordo com o biólogo Luís Castro, que auxiliou na preservação dos exemplares, uma arara vive, em média, 30 anos, porém, fora do habitat, apenas uma em cada dez seria capaz de sobreviver. Uma ave adulta chega a ser comercializada por R$ 3,2 mil.

Os três homens foram detidos e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, onde foi lavrado termo circunstanciado e houve a apreensão dos animais. As araras ficaram sob a guarda do Ibama, que nesta segunda-feira vai encaminhá-las ao Criadouro Conservacionista São Braz, em Santa Maria. Foram apreendidos também os veículos dos três investigados, um Ford Ranger com placa uruguaia e dois Fiat Siena com placas brasileiras.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Extinção dos grandes mamíferos na Era do Gelo foi causada por conjunto de fatores

Os grandes mamíferos que habitavam a Terra há 50 mil anos, na chamada Era do Gelo, não foram extintos por uma só causa, como mudança climática ou caça excessiva, mas por causa de uma combinação de fatores. Na verdade, segundo cientistas dinamarqueses, os motivos da extinção variam de uma espécie para outra.

O estudo da Universidade de Copenhague mostrou que embora a mudança climática tenha sido o fator principal das mudanças populacionais ao longo dos últimos 50 mil anos, cada espécie respondeu de forma diferente ao efeito das alterações climáticas, redistribuição de habitat e invasão humana.

Usando amostras de DNA de animais daquela era, modelos de distribuição de espécies e registros fósseis de seres humanos, a equipe pode montar cenários sobre as mudanças populacionais em animais como mamute, boi almiscarado, rinoceronte lanudo, renas e cavalos selvagens. Há cerca de 50 mil anos a Eurásia e a América do Norte perderam aproximadamente 36% e 72%, respectivamente, desses grandes mamíferos, cujo grupo é conhecido como megafauna.

Sendo assim, eles afirmam que a mudança climática explica o desaparecimento de espécies da Eurásia, como o boi almiscarado e o rinoceronte lanudo. Já em relação à extinção do bisão e dos cavalos selvagens da Eurásia seria a combinação das mudanças climáticas com a ação do homem, ao passo que renas não foram afetadas por estes fatores.

“Não encontramos provas de que humanos caçaram boi-almiscarado ou que houve uma sobreposição geográfica. Este foi também o caso do rinoceronte-lanudo na Sibéria. No entanto, os rinocerontes tiveram sobreposição com humanos na Europa nos dois mil anos antes de desaparecerem, portanto não podemos rejeitar que os humanos tiveram impacto sobre eles”, disse ao iG Eline Lorenzen, coautora do estudo publicado no periódico científico Nature.

Mamutes e o grande mistério – Os cientistas não conseguiram definir quais foram as causas da extinção dos mamutes. “Não encontramos a prova do crime nos dados relativos aos mamutes. Não há prova clara de que humanos os tenham caçado até a extinção, e nós também não conseguimos estimar o tamanho populacional com base nos nossos dados climáticos, pois existem poucos fósseis de mamutes”, disse Eline.

Os pesquisadores também não encontraram provas de que um meteoro pudesse ser a causa da extinção dos mamíferos. “Pelo DNA de antigos sedimentos, sabemos que os mamutes sobreviveram na América do Norte até 10.500 anos atrás. Isto é, ao menos, 2,5 mil anos depois do hipotético impacto”, disse.

Os pesquisadores observaram que todas as populações estudadas cresceram de tamanho no início do ultima era glacial, o que se adequa à explicação de que estepes de tundra surgiram assim que o clima começou a ficar mais frio e mais árido. “Também vimos correlação entre o tamanho das populações, deduzido por dados genéticos, e o tamanho de população, deduzido por dados climáticos, e registros fósseis e concluímos que o clima coordenou as mudanças no tamanho da população nos últimos 50 mil anos”, disse. (Fonte: Portal iG)

Cientistas acham crânio de mamífero mais antigo da América do Sul

Paleontólogos argentinos acharam fósseis de ossos do crânio do mamífero mais antigo que já viveu na América do Sul, um animal conhecido como Cronopio dentiacutus.

Os ossos têm 100 milhões de anos e foram encontrados em 2006 no norte da Patagônia, na província argentina de Rio Negro, mas foram necessários vários anos para eles serem extraídos e analisados em laboratório.

A importância da descoberta é grande pois esses são os primeiros crânios encontrados desse tipo de animal e datam do fim do período Cretáceo. O achado preenche uma lacuna de 60 milhões de anos no registro fóssil dos mamíferos do continente, afirmaram os pesquisadores num estudo publicado nesta quarta-feira (2) na revista Nature.

‘Sabíamos que era importante por causa da idade das rochas e porque achamos crânios’, disse o paleontólogo argentino Guillermo Rougier, da Universidade americana de Louisville, que explicou que tudo o que se sabia até agora desses mamíferos era pelo estudo de dentes ou fragmentos de ossos.

Batizado Cronopio dentiacutus, era do tamanho de um pequeno roedor, media entre 10 e 15 centímetros de comprimento e se alimentava de insetos. A espécie viveu na mesma época dos dinossauros, há mais de 100 milhões de anos, e seu habitat natural eram planícies pluviais.

Os crânios revelam que o mamífero tinha longos dentes caninos, focinho estreito e uma cabeça curta e arredondada.

Segundo Rich Cifelli, professor de zoologia na universidade americana do Alabama, o descobrimento destes fósseis representa para a paleontologia o que foi a pedra Rosetta (que permitiu decifrar os hieróglifos) para a egiptologia.

‘Os novos fósseis são uma espécie de pedra Rosetta para compreender a genealogia dos primeiros mamíferos sul-americanos e onde eles se situam em relação ao o que conhecemos do norte do continente’, disse Cifelli. (Fonte: G1)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Senado aprova nova Lei de Competências Ambientais

O Senado aprovou nesta quarta-feira (26) sem alterações o projeto enviado pela Câmara dos Deputados que trata de novas regras para licenças ambientais. Chamado de Lei de Competências Ambientais, o texto estabelece, em especial, as prerrogativas de órgãos estaduais, municipais e federais para atuar na fiscalização ambiental.

A nova lei também define o que é licenciamento ambiental, permite parcerias entre dois ou três entes federativos para atuar na fiscalização e estabelece regras para casos de multas em duplicidade. “Se houver duas multas de órgãos distintos, a que vale é a do órgão licenciador”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Na definição sobre as competências de órgãos de diferentes níveis de governo, fica estabelecido que caberá à União legislar sobre áreas indígenas, florestas e reservas federais, questões nucleares, fronteiras e questões que envolvam dois estados ou mais. Aos órgãos ambientais estaduais ficarão responsáveis por questões que envolvam mais de um município. Os municípios fiscalizarão e licenciarão obras e outras interferências ambientais ligadas a parques e reservas municipais e questões locais.

O projeto foi apoiado pelo governo e pela oposição. A senadora ruralista e líder do PSD, Kátia Abreu (TO), declarou que a aprovação do texto beneficia o país como um todo. Na opinião dela, a nova lei favorece os órgãos estaduais e municipais de fiscalização ambiental e impede a sobreposição de poderes. “Um mesmo lugar podia ser multado três vezes. Ele acaba com essa sobreposição, oferece tranquilidade aos cidadãos”, disse.

Já o ambientalista e relator do novo Código Florestal no Senado, Jorge Viana (PT-AC), vê o texto com cautela. Ele evitou criticar o projeto, mas indicou ser favorável a maior poder dos órgãos federais de controle ambiental. “Eu e o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) [também relator do novo código] temos evitado estabelecer legislação concorrente [entre os estados, municípios e a União]. Nós entendemos que o governo federal deve estabelecer um regramento geral e os estados e municípios podem legislar, mas dentro desse regramento. Nós procuramos fortalecer o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis] ”, declarou o senador.

Por ter sido aprovada sem alterações de mérito, a nova Lei de Competências Ambientais seguirá para a sanção presidencial. (Fonte: Mariana Jungmann/ Agência Brasil)

sábado, 22 de outubro de 2011

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA A IV EDIÇÃO DO CURSO :MÉTODOS DE PESQUISA E AMOSTRAGEM NO ESTUDO DE VERTEBRADOS TERRESTRES. ACESSE www.cursovertebrados.blogspot.com e veja todas as informações.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Governo estuda privatizar serviços turísticos de parques nacionais

Os ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento, juntamente com o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) firmaram acordo nesta quinta-feira (20) para a criação de um grupo de estudos que analisará a viabilidade de privatizar os serviços turísticos existentes nos parques nacionais do Brasil.

O documento de cooperação, assinado por Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e Miriam Belchior, da pasta de Planejamento, vai avaliar modelos de parcerias público-privadas (PPPs) para melhorar, em um primeiro momento, a gestão de dez parques e expandir a receita destes lugares.

Serão analisadas propostas para os parques de Fernando de Noronha (PE), Chapada dos Guimarães (MT), Jericoacoara e Ubajara (CE), Sete Cidades e Serra das Confusões (PI), Lençóis Maranhenses (MA), além da Serra dos Órgãos, e os parques do Itatiaia e da Tijuca (RJ). A previsão é que o estudo seja concluído até o fim do segundo trimestre de 2012.

Segundo Rômullo Neto, presidente do Instituto Chico Mendes, o foco será na modernização da forma de conservação ambiental e atendimento ao turista. “Vamos trabalhar em cima das unidades como potencial de negócios. Na avaliação do ministério do Meio Ambiente, os 67 parques nacionais têm potencial de gerar anualmente cerca de R$ 500 milhões, que seriam revertidos em melhorias de infraestrutura e aplicação de medidas de proteção ambiental”, disse.

Melhor administração ambiental – Para ele, privatizar os serviços de gestão turística, como já acontece há dez anos no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, na forma de concessão integral, é uma maneira de aumentar os trabalhos de conservação no país.

“Assim, técnicos, biólogos e outros funcionários do ICMBio podem se dedicar às atividades voltadas ao plano de manejo das unidades de conservação ou à legalização fundiária das áreas”, explica Neto.

Em maio, estudo divulgado pelo governo federal em parceria com o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), apontava que o Brasil possuía sérias deficiências na gestão de unidades de conservação (UCs). De acordo com o documento, as UCs funcionam atualmente com número reduzido de mão de obra, além de baixo orçamento para investimentos em infraestrutura.

O estudo revelava ainda que, apesar de o país agregar a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), ficava atrás de nações mais pobres e menores quando quesitos como funcionários e orçamento por hectare eram comparados.

Deficiência – A Costa Rica, país da América Central com 4,5 milhões de habitantes, tem um funcionário para cada 26 km² de área e investe R$ 31,29 em cada hectare (10 mil m²). O Brasil, por sua vez, tinha um funcionário para cada 186 km² de florestas protegidas e aplica R$ 4,43 em cada hectare. O número é muito abaixo dos Estados Unidos, que aplica R$ 156,12 por hectare (35 vezes mais que o Brasil) e tem um funcionário para cada 21 km².

Para reverter esta situação, a ministra Izabella Teixeira prometeu durante o encontro desta quinta-feira dobrar o valor de investimentos do governo nas unidades, entretanto não divulgou quando isto deverá ter início.

Por ano, as UCs geram até R$ 4,55 bilhões com a exploração legal de recursos naturais (como madeira e borracha) e com a visitação de turistas em parques e florestas. O orçamento anual para este setor é de aproximadamente R$ 300 milhões, mas o próprio MMA reconhece que o ideal é que o valor seja ao menos R$ 600 milhões. (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

DNA de 'rato pelado' traz pistas para estudos antivelhice

da juventude eterna se esconde no DNA de um rato pelado? Colocada nesses termos, a possibilidade parece absurda, mas o genoma do roedor desnudo em questão --o rato-toupeira-pelado, ou Heterocephalus glaber, como preferem os cientistas-- talvez traga pistas importantes sobre como mamíferos como eles e nós envelhecemos e lidamos com o câncer.

Isso porque essa criatura sui generis, cujo DNA decifrado está sendo apresentado na edição de hoje da revista científica "Nature", é o Matusalém dos roedores.

Enquanto ratos mais vagabundos, como os que povoam esgotos e biotérios de universidades, têm expectativa de vida de uns dois anos, o H. glaber, nativo da savana da África Oriental, pode até chegar à casa dos 30.

À PROVA DE CÂNCER

O bicho aparentemente consegue isso sendo extremamente refratário a tumores, por exemplo. Em laboratório, os pesquisadores têm até dificuldade de induzir a formação de cânceres na espécie.

Também é quase imperceptível o processo de envelhecimento das criaturas. A mortalidade não aumenta com a idade (menos quando se chega perto da longevidade natural do bicho, claro), e a fecundidade também é alta durante a vida toda.

Alta, quer dizer, para os poucos ratos-toupeiras-pelados que conseguem se reproduzir.

Ocorre que o bicho é o paralelo mais próximo com os insetos sociais (como abelhas e formigas) no mundo dos mamíferos. Isso significa que, como as abelhas, os ratos têm "rainhas" --e elas são as únicas fêmeas do grupo que se tornam mães.

Grandalhonas --de novo, assim como ocorre com as abelhas-rainhas--, as fêmeas reprodutoras têm características hormonais especiais, suprimindo o desenvolvimento das companheiras.

A rainha se une a um pequeno número de machos, enquanto o resto da colônia é estéril, adotando funções de operários (abrindo os túneis onde os bichos vivem) ou soldados (defendendo o grupo de invasores).

SEGREDO NAS PONTAS

Essa lista de características únicas pode ser vista por um novo prisma graças ao genoma recém-soletrado, trabalho que foi coordenado por Vadim Gladyshev, da Escola Médica de Harvard (EUA).

Para começar, os pesquisadores verificaram que, entre os genes do bicho que os diferenciam dos demais mamíferos, estão os que coordenam a estrutura dos telômeros --as pontinhas dos cromossomos, os quais abrigam o material genético. Os telômeros estão justamente ligados à divisão e ao envelhecimento das células.

A tendência é que, conforme as células se dividem e envelhecem, os telômeros encurtem --e isso leva a uma série de problemas bioquímicos. Os bichos, pelo jeito, acharam um modo de contornar esse fenômeno comum.

Os dados de DNA também indicam que a criatura é mais eficiente na hora de fazer uma faxina nas proteínas do organismo que sofreram danos. E também mantém em funcionamento pleno as mitocôndrias, usinas de energia das células, durante todo o seu período de vida.

Finalmente, os pesquisadores liderados por Gladyshev também acharam genes que ajudam o bicho a sobreviver em condições de baixo teor de oxigênio. Agora, o desafio é aplicar os dados em estudos sobre doenças que afetam seres humanos.

TEÓRICO PREVIU BICHO

Quem diz que a teoria da evolução é incapaz de fazer previsões sobre uma forma de vida que ainda está para ser descoberta deveria ser apresentado aos ratos-toupeiras-pelados.

Isso porque, nos anos 1970, o zoólogo americano Richard Alexander sugeriu que hábitos sociais como os de abelhas e formigas poderiam muito bem evoluir entre mamíferos, se as condições fossem adequadas.

Para que isso ocorresse, ele afirmou que a espécie em questão teria de ser um roedor, vivendo debaixo da terra nos trópicos africanos, em ninhos facilmente defensáveis e com fonte de comida abundante na forma de grandes tubérculos.

Na época, os ratos eram conhecidos, mas nada se sabia sobre seus hábitos. Alexander estava certo.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/989911-dna-de-rato-pelado-traz-pistas-para-estudos-antivelhice.shtml

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tráfico de animais está dizimando fauna brasileira

Continuando com o assunto da notícia passada (Tráfico de animais) hoje publico informações obtidas do blog ra-bugio.blogspot.com sobre este mesmo assunto. NÃO COMPRE ANIMAIS SILVESTRES E DENUNCIE QUEM O FAZ. Se você acha que existe um monte de coisas erradas no mundo e ninguém faz nada seja o primeiro a tomar uma atitude.
Apreensão de filhotes de papagaio feita pela Polícia Ambiental do Estado de São Paulo em Presidente Prudente (SP), dia 28/09/2011 - Foto: Divulgação da Polícia Militar Ambiental de São Paulo.
Época de reprodução na natureza, época dos traficantes faturarem alto

Somente em três apreensões de setembro/2011 foram encontrados em poder dos traficantes mais de 1000 filhotes de papagaio. Imaginem quantos ninhos foram saqueados para obter esta quantidade de filhotes.

Que tragédia, Meu Deus! E tem gente que compra um filhote de papagaio achando que não tem nada a ver com este crime hediondo contra a vida. O tráfico existe porque tem consumidor.

Estes filhotes apreendidos mesmo que sobrevivam jamais poderão voltar para natureza. O destino será o cativeiro, até que a morte chegue para lhes aliviar o sofrimento


Ocorrência: 26/09/2011

Apreendidos 517 papagaios no trevo do ibó, em Belém do São Francisco (PE)

O Ibama foi acionado pela Polícia Federal em Pernambuco para fazer a autuação de dois homens presos, acusados de tráfico de animais silvestres na madrugada da última segunda-feira (26) na BR-316, no trevo do Ibó, em Belém do São Francisco/PE. Os infratores transportavam 517 papagaios num caminhão em condições precárias, amontoados em grades de ferro muito pequenas. Os animais seriam levados de Juazeiro/BA para Caruaru/PE e Maceió/AL. A Polícia Federal acredita que as aves seriam comercializadas na feira de Caruaru ao preço que varia de R$ 100,00 a R$ 200,00 e uma rede de traficantes de animais silvestres pode estar atuando na região, utilizando as BRs 428, 316 e 232 como rota de escoamento das aves. O Ibama aplicou uma multa no valor de R$ 5,17 milhões a cada um dos presos. No início da tarde, as aves foram transportadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Recife.


Ocorrência: 28/09/2011

Apreensão de 200 filhotes de papagaio

----- Original Message -----
Sent: Friday, September 30, 2011 5:35 PM
Subject: ocorrência de tráfico de animais silvestres do MS para a Capital de SP

Senhores, boa tarde!

Trata-se de uma apreensão realizada por uma de nossas Patrulhas Ambientais, no município de Presidente Prudente.

A ocorrência foi atendida na madrugada de quarta-feira passada e culminou com a apreensão de 200 filhotes de papagaio que estavam sendo traficados do Mato Grosso do Sul e tinham como destino a Capital.

Infelizmente, cerca de 50 filhotes já estavam mortos.

Os filhotes foram destinados a uma instituição da região para os devidos cuidados.

Contra os traficantes foram arbitradas multas que totalizaram R$ 311.500,00, além da responsabilização penal imposta.

O resultado, em que pese indesejado, decorre da intensificação das ações de fiscalização desencadeada em todo o Estado.


Coronel PM - Comandante
Comando de Policiamento Ambiental
Rua Colônia da Glória, 650 - Vila Mariana - CEP 04113.001 - São Paulo - Capital
Fone: (11) 5082.3330

"JUNTOS, FAREMOS UMA POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL CADA VEZ MAIS FORTE".
Ocorrência: 16/09/2011

R7 Noticias Do MS Record - Divulgação/PMA

Dupla é presa com 306 filhotes de papagaio em MS.
Aprensão de filhotes de papagaios feita pela Polícia Rodoviária Federal em Bataguassu (MS), no dia 15/09/2011. O destino era a capital paulista. Foto: Divulgação da Policia Militar Ambiental de São Paulo.

Aves foram encontradas dentro de uma caixa em um carro na BR-267

Além dos papagaios, foi apreendido um filhote de arara

Dois homens foram presos na quinta-feira (15), na rodovia BR-267, na região de Bataguassu (MS), com 306 filhotes de papagaio e um filhote de arara, que estavam em caixas dentro de um veículo. Após perseguição policial, eles tentaram fugir, abandonando o veículo na estrada, mas foram detidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). As informações são do MS Record.

Os suspeitos, que moram em São Paulo, foram autuados pela PMA (Polícia Militar Ambiental) da cidade em R$ 153.500 cada um e foram encaminhados à Polícia Civil.

Os animais foram recolhidos pela polícia e foram transportados para o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande.

Tráfico
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, de setembro a dezembro, é período de reprodução do papagaio, a espécie mais traficada em todo o Mato Grosso do Sul. Nesta época, são realizados trabalhos preventivos nas propriedades rurais, por meio de informação da legislação e educação ambiental, para evitar o aumento do tráfico de animais silvestres.


Apreensões
A última apreensão da espécie ocorreu no último sábado (10), quando foram apreendidos 144 filhotes no distrito de Casa Verde, Nova Andradina.

Segundo levantamento da PMA, a região principal do problema está situada entre os municípios de Batayporã, Bataguassu, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul, Anaurilândia, Três Lagoas, Santa Rita do Pardo, Nova Andradina e Brasilândia.

Nestas áreas, os policiais estão em constante monitoramento do movimento dos traficantes.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Filhotes de pássaros atraem mais de cem voluntários ao Ibama no Recife

Quinhentas aves foram apreendidas e não havia gente para alimentá-las.
Órgão pediu ajuda pela internet e moradores se organizam em turnos.

Uma apreensão de 517 filhotes de papagaios, papagaios-galegos e maritacas que ocorreu na última semana em Pernambuco tem movimentado a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de Recife.

A pouca quantidade de funcionários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para cuidar dos espécimes, que recebem alimentação pelo menos três vezes ao dia e precisam ser observados constantemente, chamou a atenção de mais de uma centena de voluntários, que passaram a frequentar diariamente o local.

Os filhotes, encontrados na caçamba de um caminhão na região de Juazeiro, seriam comercializados ilegalmente em Petrolina e em Recife. Eles estavam em gaiolas, em más condições, e precisavam ser socorridos com urgência para que não morressem.
Com apenas três funcionários, o Cetas teve que pedir ajuda. Segundo Edson Lima, analista ambiental do Ibama, tudo começou com uma mensagem via e-mail para um grupo de cinco pessoas. “A mensagem foi colocada em sites de relacionamento e houve uma ‘explosão’ de voluntários nos procurando para alimentar esses animais”, disse Lima.
Outros cinco especialistas foram contratados temporariamente para dar conta. “Além deles, já contamos 133 voluntários e continuamos recebendo ligações de diversas pessoas. Tivemos que criar um esquema de grupos de dez pessoas por turno para alimentar os animais. Não estamos recusando ninguém, mas a preferência é para aqueles envolvidos com a biologia ou medicina veterinária”, disse Lima.

Necessidade
Como a base do Cetas em Recife é pequena, os papagaios e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada. Por dia, são consumidos seis quilos de ração especial, ao custo de R$ 200.

“Além do alimento, precisávamos de seringas, luvas e óculos especiais para quem fosse cuidar dos bichos. Estamos tendo ajuda de duas organizações ambientais, uma brasileira e uma norte-americana, que estão nos doando os materiais”, disse Edson Lima.
Por pelo menos dois anos esses animais receberão tratamento especial, até conseguirem sobreviver sozinhos na natureza. Entretanto, devido à falta de espaço no Centro de Triagem e à possibilidade de novas apreensões ainda este ano, as aves serão distribuídas para o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, e para um viveiro de uma igreja em Vitória de Santo Antão.

Crime ambiental
O comércio de aves, como os papagaios e a maritaca, é controlado pelo Ibama. Entretanto, Lima afirma que o tráfico de animais continua constante em Pernambuco, apesar do reforço na fiscalização feito por agentes do instituto e pela Polícia Ambiental.

Segundo o Cetas, em todo ano de 2010, 5.843 animais foram apreendidos, sendo que mais de 5 mil eram aves. De janeiro até 19 de setembro de 2011, 5.072 animais foram levados ao centro para cuidados, sendo 4.478 aves. “Até o fim do ano, este número pode aumentar, pois o crime continua acontecendo”, disse o analista ambiental.
Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mamíferos já evoluíam antes da extinção dos dinossauros.

Um novo estudo sobre mamíferos indica que eles começaram a se diversificar muito antes do que se pensava. Isso teria sido há 80 milhões de anos, no período Cretáceo, e não como se pensava antes – acreditava-se que a maior diversificação dos mamíferos teria ocorrido logo após a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

A pesquisa, liderada por Robert Meredith, do Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia, analisou dados moleculares de 164 espécies de mamíferos, trazendo nova luz sobre como e quando eles se diversificaram e começaram a ocupar diferentes nichos ecológicos ao redor do planeta.

“Embora estudos anteriores tenham elucidado as relações entre os mamíferos, este é o primeiro a examinar as relações e os tempos de divergência entre as famílias de mamíferos usando uma reunião de dados de um grande número de genes diferentes”, disse Meredith ao iG.

Segundo Mark Springer, coautor do estudo publicado na revista Science nesta quinta-feira (22), os resultados sugerem a ocorrência de dois eventos na história da Terra que atuaram de forma importante na diversificação dos mamíferos.

“O primeiro deles foi a radiação de plantas com flores durante a Revolução Terrestre do Cretáceo, que muito provavelmente impulsionou uma importante diversificação taxonômica dos mamíferos cerca de 80 milhões de anos atrás. E a segunda teria sido a abertura de um espaço para a aceleração da diversificação morfológica dos mamíferos após a extinção dos dinossauros”, afirmou Springer, do Departamento de Biologia da Universidade da Califórnia.

O boom dos mamíferos – Segundo o novo estudo, o grande momento de diversificação dos grupos de mamíferos não teria sido após a extinção dos dinossauros, e sim antes.

Os mamíferos têm a mesma idade que os dinossauros, mas a ideia que se tem é a de que teriam apresentado pouca diversidade durante muito tempo, de acordo com Eduardo Eizirik, da Faculdade de Biociências da PUC-RS, coautor do estudo publicado na Science. Foi durante seu trabalho de doutorado no Laboratório de Diversidade Genômica dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, em Maryland, que Eizirik se uniu a outros colegas, incluindo o grupo de Mark Springer, para investigar a evolução dos mamíferos, resultando em uma série de estudos sobre este tema.

Por mais de 100 milhões de anos, os mamíferos teriam mantido uma estrutura bastante primitiva, perdendo na corrida com os dinossauros e só conseguido se diversificar expressivamente após a extinção deles. Mas o estudo apresentado agora prova que a equação não é tão simples assim. Há uma diversificação dos mamíferos anterior à extinção dos dinossauros.

“Os principais grupos de mamíferos já estavam formados antes de os dinossauros desaparecerem, e a diversificação entre os grupos teria ocorrido em lugares diferentes do planeta. Eles eram muito parecidos, mas já estavam formando linhagens próprias antes mesmo da extinção dos dinossauros”, comenta Eizirik em entrevista ao iG.

“Quando os dinossauros se extinguiram houve também diferenciação dos mamíferos, mas não tão intensa como ocorreu 15 milhões de anos antes. Nossos artigos anteriores já demonstravam que o pico da diferenciação teria sido anterior à extinção dos dinossauros, mas não detalhavam quando isso teria ocorrido. Agora, temos essa resposta”, completa.

Segundo Springer, o estudo fornece uma estrutura para muitas outras linhas de investigação, incluindo um roteiro para projetos futuros de sequenciamento de genomas. (Fonte: Tatiana Tavares/ Portal iG)
O RESUMO DO ARTIGO PODE SER VISUALIZADO EM:
http://www.sciencemag.org/content/early/2011/09/21/science.1211028.abstract

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mudanças genéticas causadas pelo ambiente somem após gerações

Uma discussão tão antiga quanto a teoria da evolução de Charles Darwin ganhou novos rumos com a publicação de um estudo da Sociedade Max Planck de Biologia do Desenvolvimento, em Tübingen, na Alemanha. O artigo publicado pela revista científica “Nature” mostra que mudanças genéticas causadas pelo ambiente não se perpetuam nas espécies.

A equipe liderada por Detlef Weigel usou plantas do gênero Arabidopsis para determinar a frequência e a localização das chamadas mudanças epigenéticas – alterações no DNA provocadas pelo ambiente em que o ser vive. Dez linhagens da planta foram cultivadas separadas uma da outra, reproduzindo com autofertilização.

Após 30 gerações, eles encontraram 30 mil mutações. O esperado era que fossem mil por geração, mas quando os cientistas estudaram esses indivíduos perceberam que esse número ficava entre 3 mil e 4 mil. Diante disso, concluíram que muitas das alterações epigenéticas não eram estáveis e os genes voltavam ao estado original depois de algumas gerações.

A descoberta mostra que a influência das mudanças epigenéticas sobre a evolução é bem menor do que se imaginava. “Só quando a seleção vence essa anulação é que as epimutações afetam a evolução”, afirmou Jörg Hagmann, um dos autores da pesquisa. Essa mutação tem que ter uma vantagem evolucionária muito forte para se estabelecer e não ser perdida com o tempo. (Fonte: G1)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Grupo leva pontes para macacos à área urbana de Porto Alegre/RS

Voluntários em Porto Alegre (RS) irão instalar pontes para a travessia de animais silvestres na zona sul da cidade. Integrantes do Programa Macacos Urbanos – um grupo formado por biólogos, veterinários e outros defensores da natureza – irão pendurar sobre ruas do bairro Lami duas pontes que foram criadas para ajudar na movimentação de macacos bugios.

As duas novas estruturas vão se somar a outras sete que já estão em uso. Antes da iniciativa, os bugios eram atropelados, eletrocutados nos fios da rede elétrica ou atacados por animais domésticos. Apesar de pensadas para os macacos, as pontes também têm ajudado outros animais, como gambás e ouriços, de acordo com Renata Pfau, bióloga voluntário do programa.

Segundo ela, há registros fotográficos – feitos por câmeras escondidas – e também relatos de moradores sobre a utilização das pontes pelos animais. O grupo começou a instalação das estruturas em 1995 e depende, principalmente, da venda de camisetas para conseguir recursos financeiros. O programa é vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a ação de domingo é aberta à participação da comunidade, começando às 14h na Estrada Passo da Taquara.

Vitória no Ministério Público – Além de criar alternativas para a travessia de animais em zonas urbanas, o grupo de voluntários conseguiu obrigar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) a encapar os fios elétricos que ameaçavam a vida dos bugios. Após abrir uma denúncia no Ministério Público por maus tratos aos animais com o argumento de que a companhia possuía a tecnologia necessária para evitar o eletrocutamento de animais, mas não a utilizava, a CEEE ficou obrigada a isolar os fios em todas as áreas onde há registro de morte, queimaduras ou perda de membros nos animais devido a choques elétricos.

Inspiração – O Programa Macacos Urbanos prestou consultoria ao Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, em São Paulo, que enfrentava um problema semelhante ao da zona sul de Porto Alegre. Bugios do Zoológico de São Paulo atravessavam uma grande avenida para circular entre o zoo e o parque e muitos foram atropelados na via. Hoje, duas passarelas conectam as áreas e ajudam bugios e preguiças a se movimentar com segurança. (Fonte: Portal Terra)

sábado, 17 de setembro de 2011

Energia extraída do sol da caatinga.

Um grupo de investidores quer construir na Paraíba, na área mais luminosa do Brasil, a primeira grande usina solar do país e da América do Sul.

A tórrida cidade de Coremas, no sertão da Paraíba, poderá se tornar em 2012 um nome tão familiar aos brasileiros quanto Itaipu ou Angra – bem, talvez não tão famoso, mas certamente mais admirado pelos ambientalistas. O município de 15 mil habitantes, localizado num ponto especialmente quente do sertão nordestino, foi escolhido por investidores como local de construção da primeira grande usina solar do país. “Grande”, entenda-se, para os padrões ainda modestos do universo da energia solar: o projeto prevê capacidade inicial de 50 megawatts, suficiente para abastecer 90 mil residências.

O complexo nuclear de Angra tem capacidade quase 70 vezes maior. Mesmo assim, a obra em Coremas será um marco, por colocar (ainda timidamente) a energia solar no mapa da geração em grande escala no Brasil. A princípio, a usina poderá participar, até abril, dos leilões periódicos de energia que garantem o suprimento do país para o resto da década. As obras deverão começar no próximo ano e terminar até 2015.

Até hoje, o uso da luz solar para produzir eletricidade recebe mais elogios que investimentos. Trata-se de uma fonte inesgotável e limpa, que não emite resíduos, não exige desmatamento, alagamentos ou desvio de curso de rios, nem assusta com a possibilidade de vazamento de radiação. Com tantos predicados, ela nem aparece nos gráficos que mostram a contribuição de cada fonte de energia nos totais de geração global ou brasileira. A situação tende a mudar um pouco até 2020, quando a luz do sol deverá responder por 51 terawatts de capacidade geradora no mundo inteiro – um décimo da capacidade das usinas eólicas (que produzem energia a partir do vento) e 0,2% do total global, segundo previsões do Ministério de Minas e Energia. A energia solar passaria então a ser um risquinho visível nos gráficos. “A viabilidade econômica ainda é um problema, mas seria bom o Brasil contar mais com essa fonte. A tecnologia a ser usada funciona”, diz o físico José Goldemberg, ex-secretário nacional de Ciência e Tecnologia e especialista em energia.

A tecnologia prevista para Coremas é bem diferente dos tradicionais painéis fotovoltaicos, as chapas que transformam a luz solar em corrente elétrica e podem ser vistas em telhados, postes, pequenos dispositivos eletrônicos e também na Usina de Tauá, no Ceará – atualmente, a maior solar do Brasil, obra do empresário Eike Batista, com capacidade de 1 megawatt. Coremas se baseia em outro processo, de concentração de energia, também chamado heliotérmico: espelhos côncavos concentram os raios solares em um tubo, por onde passa um fluido especial, de tecnologia israelense. O fluido, aquecido a centenas de graus, corre pela tubulação até uma caldeira, transforma a água em vapor e o vapor move as turbinas. Há pelo menos dez usinas similares em construção ao redor do mundo. A maior obra já em andamento, três vezes maior que a brasileira, fica em Lebrija, na Espanha. O maior projeto em estudo, oito vezes maior que o de Coremas, prevê uma usina no Deserto da Califórnia, nos Estados Unidos.

A obra tem sentido do ponto de vista técnico, por produzir energia limpa numa área infértil, que dificilmente seria usada para outro fim econômico, e onde é relativamente fácil administrar o risco e o impacto ambiental – situação bem diferente do que ocorre com o aproveitamento de rios para geração hidrelétrica e com os projetos de geração nuclear. Os empresários responsáveis pelo projeto, todos do setor financeiro, trataram de aumentar seu apelo ambiental. Querem garantir a produção de energia à noite com a queima de restos de coco, o que pode diminuir o volume desse resíduo na região (a produção anual na região é de 300.000 toneladas). Além disso, os painéis concentradores de energia seriam colocados a 3 metros do chão, para formar uma estufa sombreada de 60 hectares. “Dá para plantar com alta produtividade ali, isso já foi comprovado nos Estados Unidos. Seria um benefício adicional para a região”, diz Sergio Reinas, um dos sócios da Rio Alto Energia, dona do projeto de Coremas.

As ideias são boas, mas ainda não garantem a viabilidade do projeto, com custo estimado em R$ 325 milhões (R$ 15 milhões já investidos pelos sócios) e à espera de financiamento. “A energia solar não vingou até hoje no Brasil porque custa muito e a hidrelétrica é barata, tem saído por R$ 80 por megawatt-hora”, diz o economista Alexandre Rands, professor da Universidade Federal de Pernambuco e especialista em economia do Nordeste. “Para ser lucrativa, uma empresa de energia solar precisaria oferecer energia a uns R$ 140 e manter baixos os custos de manutenção.” O megawatt-hora a partir da luz solar ainda custa pelo menos R$ 200, o dobro do preço cobrado pelas fontes eólicas, a grande estrela do momento na geração limpa. “Mas é importante lembrar que a energia eólica custava R$ 150 há dois anos. Quando o negócio começa a se tornar atraente, mais gente entra e o preço cai”, diz Álvaro Augusto Vidigal, outro sócio da Rio Alto. A população de Coremas já comemorou a venda de terrenos. Com um pouco de sorte, o resto do Brasil também poderá celebrar a novidade.
Fonte: Revista Época

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um matador de onças a menos no Pantanal Sul Matrogrossense.

Polícia ambiental prende suspeito de caçar onças no Pantanal em MS.

Um homem foi preso nesta quarta-feira (14), em Porto Murtinho, a 454 quilômetros de Campo Grande, suspeito de caçar onças na região, localizada no Pantanal sul. Segundo a polícia, ele disse que teria sido contratado por produtores rurais e recebia R$ 1 mil por serviço. Foram apreendidas peles de três onças-pintadas, uma onça parda e uma jaguatirica.

A PMA informou que havia recebido denúncias de que um homem se apresentava a moradores na região de Porto Murtinho como caçador de onças e que teria sido contratado por fazendeiros. A polícia começou a investigar e encontrou o suspeito, em uma fazenda distante 62 quilômetros do município.

O suspeito, de 39 anos, mora em Bodoquena, a 260 quilômetros de Campo Grande e foi encontrado enquanto conduzia um trator em estrada vicinal. O homem confirmou que era caçador. Com ele, foi apreendida a pela de uma onça pintada, medindo aproximadamente 2,18 metros, abatida há pouco mais de dois dias.

Segundo a PMA, o homem disse que havia caçado ainda outros quatro animais e indicou onde havia escondido as peles, em um canavial. O material foi encontrado e confiscado, além da cabeça de um felino.

O suspeito explicou que matava os animais em sistema conhecido como jirau, em que fica à espera do felino, no alto das árvores e o atraía com uma isca.

Os restos dos animais e o trator foram apreendidos. O suspeito foi levado para a Polícia Civil de Porto Murtinho para esclarecimentos e liberado. Ele foi multado em R$ 50 mil pelo crime ambiental de abate de animais, pena prevista de seis meses a 1,5 ano de detenção, já que os animais constam da lista de espécies em extinção.

De acordo com a PMA, caso seja caracterizada a prática de caça profissional, a pena é triplicada, chegando a quatro anos e cinco meses de detenção. O suspeito já foi denunciado anteriormente por porte ilegal de arma. (Fonte: G1)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Foca albina excluída do bando é resgatada na Rússia

O animal raro foi salvo por uma equipe de um santuário marinho.
O filhote era quase cego e não iria sobreviver sozinho na natureza.

Foca solitária em ilha na Russa (Foto: Carters News Agency)Filhote de foca albina não se aproximava do grupo (Foto: Carters News Agency)

Um fotógrafo russo ajudou a resgatar um filhote de foca albina na ilha de Tyuleniy, no oeste do Pacífico, na Rússia. Anatoly Strakhov encontrou o filhote escondido entre pedaços de madeira na praia. “Quando o vi, sabia que ele era diferente, ele tinha uma cor muito estranha e não era como os outros dois irmãos pretos”, disse Strakhov ao jornal “Daily Mail”.

O fotógrafo percebeu que o animal era excluído pelo bando. “Eu fiquei meia hora fotografando e estava satisfeito por poder fotografar um animal tão raro”, disse Anatoly. “E vi que o filhote não estava brincando com os irmãos, só estava se escondendo e esperando por sua mãe para vir alimentá-lo”.

O filhote é portador de uma rara mutação genética. Por ter olhos claros, a foquinha era quase cega e não iria conseguir sobreviver sozinha na natureza. O filhote foi resgatado pela equipe do Santural Nacional de Gweek, no Reino Unido, que estava na região estudando golfinhos com o fotógrafo.

“Existem muitas variações da cor dentro de espécies de focas. Mas não há como negar que é raro ver um filhote de foca com o pelo tão claro e com olhos azuís. Eu nunca vi uma foca assim antes”, afirmou Tamara Cooper, chefe da equipe que fez o resgate do filhote solitário.
Fonte:g1.globo.com

sábado, 10 de setembro de 2011

Rato farejador de minas terrestres

Um projeto desenvolvido na Colômbia treina ratos de laboratório para encontrar minas terrestres, enterradas em áreas que cobrem mais de 70% do território do país.
Como os roedores são extremamente leves, eles não detonam os explosivos com o peso do próprio corpo, podendo substituir cães e homens na tarefa de encontrar as minas antipessoais.
O estudo, iniciado há quatro anos no Laboratório de Comportamento Animal da Escola de Pós-Graduação da Polícia Nacional da Colômbia, em Bogotá, mostra que os camundongos precisam treinar por três meses até ficar aptos a encontrar as minas.
A veterinária Luisa Fernanda Méndez, idealizadora do projeto, disse à BBC Brasil que a ideia surgiu com a necessidade de acelerar o processo de desativação de minas na Colômbia, primeiro colocado no ranking de minas terrestres depositadas no mundo.
"Existem explosivos e bombas enterradas em 78% do território colombiano e, como ratificamos a Convenção de Ottawa (que proíbe minas terrestres), temos de avançar na missão de desativar as minas no país", diz Luisa.
Atualmente, segundo ela, este trabalho é feito por cães policiais treinados e por militares, que muitas vezes detonam os artefatos somente ao tocá-los, e acabam feridos ou mortos.
Entre 2006 e 2010, 23 cães e 220 soldados foram mortos ou feridos pelas minas. Assim, Luisa tomou como exemplo uma pesquisa realizada com roedores da Tanzânia, usados para encontrar bombas, para criar uma opção para desativar os explosivos.
Ela afirma que o modelo não deu certo no país africano devido ao peso dos roedores, que tinham em média 750 gramas - um artefato pode ser ativado com mais de 500 gramas de contato por pressão ou arrastamento.
"Começamos a pensar em um animal capaz de seguir instruções e de rastrear. Tentamos ratos silvestres, mas devido à cor, os perdíamos facilmente no ambiente natural. Depois tentamos gatos, mas obtivemos êxito com os ratos brancos", diz.
"Em média, (os camundongos) encontram as minas em 86% das buscas, sendo que alguns alcançam a marca de 95% de acertos e não detonam os explosivos porque pesam cerca de 450 gramas", afirma Luisa.
Socialização
O trabalho de adestrar os ratos para encontrar as minas já começa nas primeiras horas de nascimento. Luisa e seu assistente, o subtenente Erick Guzman, participam de todo o processo e colocam nomes nos ratinhos já nas suas primeiras horas de vida.
"Nós os chamamos pelos nomes – Sofia, Matteo e Paco, por exemplo – e ficamos em contato direto, para que se acostumem aos seres humanos", diz a veterinária.
Além disso, o laboratório tem dois gatos, que no início foram usados para "demarcar território" e impedir a entrada de outros gatos que vivem nas redondezas e que entravam no local para atacar os ratos.
A integração entre os felinos e os ratos é tão grande que eles também participam das atividades de treinamento dos pequenos filhotes.
"O ambiente é o mais adaptado possível às condições externas, e os ratinhos fazem visitas aos escritórios do centro de treinamento para se socializar. Esse é o primeiro passo para que eles não se sintam estressados ou desconfortáveis", diz a pesquisadora.
Treinamento
A primeira parte do treinamento é feita com os filhotes em labirintos dentro do laboratório e depois em campo aberto. A etapa seguinte é feita em campo aberto, em um ambiente simulado.
Os camundongos são treinados para encontrar os sete tipos de artefatos e explosivos mais comuns na Colômbia. Os roedores são ensinados a buscar as minas por meio de comandos de voz.
"Isso é feito a até 10 metros de distância entre nós e os ratos, o ideal para ter segurança na atividade no ambiente real", diz a veterinária.
Segundo ela, quando os camundongos encontram a mina, ficam quietos e esperam pela recompensa: um torrão de açúcar.
Quando os ratos encontram as minas, segundo Luisa, as equipes especializadas têm uma média de 4 a 5 minutos para desarmar os artefatos.
A primeira experiência com minas ativas e em ambiente real será feita em dezembro deste ano.
Bem-estar animal
A veterinária brasileira Ekaterina Botovchenco Rivera, membro ad hoc da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), considera este trabalho um bom exemplo.
"A balança tem que estar em quase equilíbrio, pesando mais para o bem-estar dos animais. Aqui nós vemos a busca desse bem-estar, na proposta de substituir o cão, que sofre, por outra espécie que poderá não ser vitimada", disse Rivera à BBC Brasil.
A especialista também elogiou o modo como é realizado o treinamento, por meio da recompensa positiva, fazendo com que os animais colaborem de forma espontânea.
Fonte:IG

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estudo genético com lagartos pode ajudar a decifrar a evolução humana.

Esta matéria é uma sequência da matéria que foi publicada ontem neste blog, para entender melhor aconselho a leitura da matéria que esta logo abaixo para depois ler esta.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista “Nature” afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.

Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.

Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.

“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.

Adaptação – O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever “A Origem das Espécies” (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.

Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes lagartos é que os anoles evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.

O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada. (Fonte: Globo Natureza